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Custo da Covid-19 pode ser de R$ 67,5 trilhões, estima FMI

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Custo da Covid-19 inclui interrupção na cadeia de abastecimento, a inflação dos produtos
Custo da Covid-19 inclui interrupção na cadeia de abastecimento, a inflação dos produtos e as políticas monetárias têm minado a recuperação econômica. (REUTERS/Mike Theiler)
  • Distanciamento social, inflação e aumentam os prejuízos;

  • A postergação da crise econômica pode levar a revoltas populares;

  • No Brasil, por exemplo, os 1% mais ricos concentram 48,9% da riqueza.

Em um evento organizado pela revista Financial Times nesta quinta-feira (20/01), a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, afirmou que a projeção de custos com a pandemia do novo corona vírus fique em R$ 67,5 trilhões (US$ 12,5 trilhões).

De acordo com Georgieva a interrupção na cadeia de abastecimento, ocasionada pelo distanciamento social imposto pela nova variante ômicron, a inflação dos produtos, causado pela maior demanda e menor produção e as políticas monetárias dos países têm minado a recuperação econômica.

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Para a diretora-gerente do FMI logo a crise econômica prolongada pode levar a revoltas populares. A diferença na taxa de vacinação entre países ricos e pobres, o crescimento da desigualdade, a perda de direitos e serviços podem tornar a situação econômica mundial ainda mais insustentável.

In Loco

A preocupação da diretora-gerente do FMI reflete tem os seus motivos. De acordo com o relatório Panorama Social da América Latina 2020, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 209 milhões de pessoas de pessoas estão em situação de pobreza na América Latina.

Aqui no Brasil, segundo a SIS (Síntese dos Indicadores Sociais), também feita pelo IBGE, há 51 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza no país. Estão em situação de pobreza quem vive com menos de R$ 450 mensais.

Além do aumento da pobreza, crise econômica gerada pela a pandemia do novo corona vírus faz crescer a desigualdade social no país. Hoje o 1% da população mais rica do país concentra 48,9% da riqueza, segundo o World Inequality Lab (Laboratório das Desigualdades Mundiais) da Escola de Economia de Paris.

Com informações da Forbes e BBC Brasil.

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