FMI: Enfraquecimento do Brasil suaviza subida econômica da A.Latina em 2013

Washington, 23 jan (EFE).- As previsões de crescimento para a economia latino-americana em 2013 foram rebaixadas em três décimos, até 3,6%, em parte pela notável queda do Brasil, que espera-se que se expanda 3,5%, segundo os últimos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 2014, a economia latino-americana deve continuar sua aceleração, com um crescimento estimado de 3,9%, apenas um décimo a menos que o previsto quatro meses atrás.

Portanto, os próximos dois anos serão de subida para a América Latina em relação a 2012, quando a região cresceu 3%, mas abaixo dos 4,5% de 2011.

Durante a apresentação hoje da atualização de seu relatório "Perspectivas da Economia Mundial", a nota mais destacável é que o Fundo reduziu em quatro décimos o crescimento do Brasil para este ano. E também para o próximo, embora em menor medida: dos 4,2% previstos em outubro para 4% agora.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, reconheceu na entrevista coletiva que "o fraco investimento no Brasil é uma fonte de preocupação".

"A margem de manobra para aplicar políticas mais tensas se reduziu, enquanto as restrições da oferta e a incerteza das políticas entorpeceram o crescimento em algumas economias, como Brasil e Índia", explicou o organismo multilateral.

O FMI espera que o Brasil tenha fechado 2012 com um parco crescimento de 1%, após terminar 2011 com um avanço de 2,7%, e, por isso, apesar do rebaixamento para este ano, a economia brasileira recuperará a marcha ascendente em 2013.

Por outro lado, o FMI manteve suas previsões para a outra grande economia latino-americana, o México, que crescerá, tanto em 2013 como em 2014, a um ritmo de 3,5%.

As duas grandes economias latino-americanas são as únicas da região mencionadas neste relatório atualizado de "Perspectivas da Economia Mundial". EFE

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