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FMI diz que acesso a vacina e estímulos tornam recuperação global desigual

EDUARDO CUCOLO
·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O FMI (Fundo Monetário Internacional) revisou a projeção de crescimento da economia mundial em 2021 de 5,5% para 6%, mas afirma que os países vão seguir caminhos divergentes de recuperação, que criarão lacunas significativamente maiores nos padrões de vida entre países em desenvolvimento e economias avançadas. De acordo com o Relatório "Economic Outlook - gerenciando recuperações divergentes", divulgado nesta terça-feira (6), recuperações com múltiplas velocidades estão em andamento em todas as regiões e grupos de renda. Essas divergências, segundo o Fundo, estão ligadas a diferenças marcantes no ritmo de vacinação, à capacidade de manter programas de auxílio e a fatores estruturais, como a dependência do turismo. O FMI destaca que a China já voltou ao patamar pré-crise em 2020, e os EUA devem voltar neste ano. Nos demais países desenvolvidos, o retorno deve ocorrer no próximo ano, enquanto vários emergentes só vão alcançar essa retomada em 2023. O PIB per capita deve recuar cerca de 20% de 2020 a 2022 nos países emergentes, ante 11% nos desenvolvidos. Esse aumento da desigualdade já reverteu ganhos na redução da pobreza e espera-se que mais de 95 milhões de pessoas tenham entrado nas fileiras dos extremamente pobres em 2020. O Fundo diz ainda que, em algumas economias, principalmente as desenvolvidas, é esperada uma ampla disponibilidade de vacinas em meados de 2021. Na maioria dos países, no entanto, isso só será alcançado no segundo semestre de 2022. A instituição trabalha com um cenário em que uma proteção eficaz combinada com testes e rastreamento aprimorados vão reduzir as transmissões locais a níveis baixos em todos os lugares até o final de 2022. “Dentro deste quadro global, a implantação da vacina será escalonada entre as regiões, com alguns países saindo da crise muito mais cedo e com novas cepas forçando ocasionais e localizados bloqueios antes que as vacinas se tornem amplamente disponíveis”, diz o Fundo. “Essas restrições devem ter menos impacto na atividade do que nas ondas anteriores por causa de sua natureza mais direcionada.” Segundo o FMI, a América Latina é uma das regiões em que, com algumas exceções (Chile, Costa Rica e México), a maioria dos países não garantiu vacinas suficientes para cobrir suas populações. O Fundo também diz que a desigualdade de renda dentro dos países provavelmente aumentará, porque os trabalhadores mais jovens e aqueles com habilidades relativamente inferiores serão mais afetados. Nas economias em desenvolvimento, as taxas de emprego feminino permanecem abaixo dos homens, agravando essas disparidades. “Como a crise acelerou as forças transformadoras da digitalização e automação, muitos dos empregos perdidos não devem ser recuperados, exigindo a realocação de trabalhadores entre os setores”, diz o Fundo. O FMI afirma que, embora ainda haja grande incerteza sobre a evolução da pandemia no mundo todo, uma saída da crise econômica e de saúde é cada vez mais visível. A instituição cita não só o desenvolvimento de vacinas, mas também adaptações de diversos setores que permitiram uma recuperação mais forte do que a prevista anteriormente em várias economias. Segundo o Fundo, o apoio fiscal adicional em algumas economias, especialmente nos Estados Unidos, eleva ainda mais as perspectivas econômicas. O FMI estima que a contração de 3,3% da economia global em 2020 poderia ter sido três vezes maior sem essas medidas de apoio. Entre as mudanças nas projeções, destaca-se no relatório a revisão do crescimento dos EUA, de 5,1% para 6,4%. O país aprovou neste ano um Plano de Resgate da Economia e anunciou um programa de infraestrutura de US$ 2 trilhões em oito anos. “Estamos agora projetando uma recuperação mais forte em 2021 e 2022 para a economia global, em comparação com nossa previsão anterior, com crescimento projetado em 6% em 2021 e 4,4% em 2022. No entanto, há desafios assustadores, relacionados a divergências na velocidade de recuperação tanto entre como dentro dos países e os potenciais danos econômicos permanentes decorrentes da crise”, diz Gita Gopinath, conselheira econômica e diretora de pesquisa do Fundo. A projeção de crescimento do Brasil foi revista de 3,6% para 3,7%. A estimativa é mais otimista do que a dos economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central (3,17%). O próprio BC projeta crescimento de 3,6%. Ainda assim, o Brasil deve crescer menos do que a média dos países da América Latina e Caribe (4,6%), das economistas avançadas (5,1%) e dos países emergentes (6,7%). O Fundo prevê que a inflação no Brasil fique em 4,6% (2021) e 4,0% (2022). A taxa de desemprego, por sua vez, iria de 13,2% no final de 2020 para 14,5% neste ano, voltando ao patamar do ano passado apenas em 2022. No documento, o Fundo também destaca a importância das políticas de distanciamento social, que no Brasil têm sido criticadas pelo governo federal, para reduzir os problemas causados pela pandemia. “Distanciamento social, vacinas e tratamentos têm ajudado a desacelerar o progresso do vírus e salvado vidas”, diz o relatório.