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FMI distribui quantidade recorde de reservas para aliviar crise da covid

·3 minuto de leitura
Logotipo do Fundo Monetário Internacional na porta da entidade em Washington, 7 de abril de 2021

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta segunda-feira (23) a entrada em vigor de uma distribuição de reservas no valor recorde de cerca de 650 bilhões de dólares, com o objetivo de ajudar os países-membros a aliviar a crise da covid-19.

A maior alocação de ativos de reserva internacional na história do Fundo "é um grande incentivo para o mundo e, se usada com sabedoria, uma oportunidade única para combater esta crise sem precedentes", disse a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, em nota.

O destino desses ativos, conhecidos como Direitos Especiais de Saque (DES), "proporcionará liquidez adicional ao sistema econômico global, complementando as reservas cambiais dos países e reduzindo a sua dependência de dívidas internas ou externas mais caras", acrescentou.

Georgieva lembrou aos países membros do FMI que os DES podem ser usados para apoiar suas economias e intensificar sua luta contra a crise, mas ressaltou que eles são "um recurso precioso" e recomendados para um uso responsável.

Os DES são distribuídos aos países-membros do FMI na proporção de suas cotas na instituição. Assim, cerca de US$ 275 bilhões irão para os países emergentes e em desenvolvimento, dos quais os países de baixa renda receberão cerca de US$ 21 bilhões.

A Argentina, o maior devedor do FMI, receberá DES equivalentes a cerca de US$ 4,4 bilhões. O Brasil, principal economia latino-americana, terá acesso a cerca de 15,09 bilhões de dólares, enquanto o Haiti, país mais pobre das Américas, receberá cerca de 244 milhões.

Criados em 1969 para complementar as reservas oficiais dos países-membros, os DES não representam uma moeda ou um crédito para o FMI. Seu valor é baseado em uma cesta de cinco moedas internacionais: o dólar americano, o euro, a libra esterlina, o yuan chinês e o iene japonês.

Depois de emitidos, os DES podem ser usados como moeda de reserva que estabiliza o valor da moeda nacional ou podem ser convertidos em moedas mais fortes para financiar investimentos.

- Ajuda aos necessitados -

Georgieva disse que o FMI incentiva os países com uma posição econômica forte a canalizar voluntariamente alguns de seus DES para os países mais necessitados.

Ela observou que alguns membros já se comprometeram nos últimos 16 meses a emprestar US$ 24 bilhões (incluindo US$ 15 bilhões de seus DES existentes) ao Fundo Fiduciário para Redução da Pobreza e Crescimento do FMI, que oferece empréstimos concessionais a países de baixa renda. Outra opção, disse ela, poderia ser usar os DES para respaldar empréstimos de bancos multilaterais de desenvolvimento.

A atribuição dos DES está sujeita a uma série de aprovações. O Conselho de Governadores do FMI deu o sinal verde final em 2 de agosto.

O FMI, fundado em 1944 para trazer estabilidade ao sistema monetário mundial, conta atualmente com 190 países-membros. A maior alocação de DES até agora foi em agosto de 2009, quando cerca de US$ 250 bilhões foram distribuídos para aliviar a crise financeira global. Antes, o FMI havia distribuído DES duas vezes: em 1970-72 e em 1979-81.

Georgieva disse nesta segunda-feira que, além de alocar novos DES, o FMI aumentou a ajuda a seus membros no ano passado, para superar a crise causada pela pandemia de covid-19.

O Fundo já forneceu US$ 117 bilhões em novos financiamentos a 85 países e proporcionou alívio da dívida a 29 países de baixa renda.

bur-ad/mr/jc/lb

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