Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.694,24
    +1.689,02 (+1,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.503,42
    +213,51 (+0,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    112,70
    +0,49 (+0,44%)
     
  • OURO

    1.842,80
    +1,60 (+0,09%)
     
  • BTC-USD

    29.231,16
    -755,72 (-2,52%)
     
  • CMC Crypto 200

    651,91
    -21,46 (-3,19%)
     
  • S&P500

    3.901,36
    +0,57 (+0,01%)
     
  • DOW JONES

    31.261,90
    +8,77 (+0,03%)
     
  • FTSE

    7.389,98
    +87,24 (+1,19%)
     
  • HANG SENG

    20.717,24
    +596,56 (+2,96%)
     
  • NIKKEI

    26.739,03
    +336,19 (+1,27%)
     
  • NASDAQ

    11.816,25
    -62,00 (-0,52%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1440
    -0,0748 (-1,43%)
     

FMI corta previsão de crescimento global para 3,6% em 2022

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·4 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O Brasil deve terminar 2022 com crescimento de 0,8%, inflação de 8,2% e desemprego na faixa de 13,7%, aponta um relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgado nesta terça (19).

A projeção atual de crescimento do Brasil, citada no estudo World Economic Outlook (Perspectiva Econômica Mundial) é 0,5% maior do que a estimativa divulgada em janeiro, que previa alta de 0,3% no ano. No entanto, o valor é quase metade do citado na previsão feita há seis meses. Em outubro de 2021, o FMI previa que o país cresceria 1,5% em 2022.

"O Brasil tem um dos números mais baixos em nossa projeção de crescimento para a região. A maior parte disso se deve a um ciclo agressivo de aperto por parte do Banco Central do Brasil para conter as pressões da alta de preços. Ao mesmo tempo, o Brasil é um exportador de petróleo e está se beneficiando do aumento de preços de petróleo e energia. Então, há uma revisão para cima", disse Pierre-Olivier Gourinchas, diretor de pesquisa do FMI.

A última edição do boletim Focus, publicada pelo Banco Central no fim de março e que soma as expectativas do mercado brasileiro, apontou previsão de crescimento de 0,5% do PIB. Em fevereiro, o Brasil tinha taxa de desemprego de 11,2%. Em março, a inflação somada em 12 meses chegou a 11,3%, segundo dados do IPCA.

O FMI rebaixou a previsão de crescimento da economia global de 4,4% para 3,6% na comparação com o relatório de janeiro. Quase todos os países analisados tiveram piora de perspectivas, por causa da Guerra da Ucrânia.

A Rússia, que iniciou o conflito e foi alvo de sanções internacionais, deve ver sua economia encolher em 8,5% este ano, em meio a uma inflação anual de 21,3%, prevê o Fundo.

Os efeitos econômicos da guerra, que começou em fevereiro, se espalham em ondas para outros países, como em um terremoto, compara o instituto. "Como a Rússia é um grande fornecedor de petróleo, gás e metais e, junto com a Rússia, de trigo e milho, a queda na oferta dessas commodities já tem elevado os preços de forma afiada", aponta o relatório. "A alta de preços de comida e combustíveis afetará as casas de baixa renda em nível global."

Em 2022, a inflação deve ficar em torno de 5,7% ao ano nas economias avançadas e em 8,7% em países emergentes e em desenvolvimento. Para o Brasil, o FMI prevê alta de 8,2% nos preços neste ano e 5,1% em 2023. "O Brasil respondeu à alta inflação com um aumento nas taxas de juros, o que pesará na demanda doméstica", comenta o Fundo no relatório.

O FMI também considera que a guerra reduziu o apetite dos investidores por riscos e aumentou o interesse por mercados considerados mais estáveis. E prevê que os níveis globais de emprego e produção devem voltar ao patamar pré-pandemia só em 2026.

Outro entrave à recuperação da economia global são os lockdowns na China, adotados para conter surtos de Covid, como o que paralisou Xangai. Eles podem gerar novos problemas nas cadeias internacionais de suprimentos.

Assim, as faltas de produtos podem se estender até o começo de 2023, projeta o FMI. "Como resultado, agora as projeções são de que a inflação permanecerá elevada por muito mais tempo do que em nossa projeção anterior, tanto em economias avançadas quanto em mercados emergentes ou em desenvolvimento", aponta o estudo.

Com isso, há o risco de que as expectativas sobre a inflação fiquem sem controle, gerando um ciclo que pode levar os bancos centrais a darem respostas mais agressivas, prevê o FMI. "Nos próximos meses, espera-se que as taxas de juros subam mais", aponta o documento.

O instituto recomenda que os bancos centrais atuem de forma mais rápida e precisa, para que as ações contra as altas de preço sejam efetivas e gerem menos danos à retomada econômica.

A China é uma exceção na questão inflacionária: a alta de preços lá deve ficar em 2,1% ao ano, enquanto altas históricas são registradas em muitas partes do mundo. A previsão de crescimento do PIB chinês caiu de 4,8% para 4,4%, na comparação com o relatório anterior do FMI. A redução de crescimento da China também piora as perspectivas para o Brasil, já que o país é o maior destino de exportações brasileiras.

Outros Brics também tiveram piora nas projeções do PIB. A Índia deve crescer 8,2% (antes seria 9%) e a África do Sul 1,9%.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos