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FMI aprova programa de apoio econômico ao Paraguai

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um programa de apoio ao Paraguai, solicitado pelo governo para aplicar reformas, informou nesta terça-feira (22) a instituição financeira.

Em outubro, o governo paraguaio chegou a um acordo com a equipe técnica do FMI sobre um conjunto de políticas macroeconômicas e reformas estruturais para obter um programa de dois anos sob o Instrumento de Coordenação de Políticas (PCI). O conselho executivo deu sinal verde.

O país segue se recuperando da pandemia em um contexto de aumento da inflação, mas "a perspectiva de uma recuperação em 2023 é favorável, e as autoridades estão implementando políticas para seguir um caminho de desenvolvimento mais forte, resiliente e inclusivo", disse o FMI em um comunicado.

"As autoridades paraguaias implementaram medidas de apoio fiscal, social e financeiro apropriadas para mitigar o impacto negativo da pandemia e sustentar a recuperação em 2020 e 2021", mas "este ano a economia enfrenta choques simultâneos, incluindo uma grave seca" e a alta da inflação mundial, explicou Kenji Okamura, subdiretor-geral do FMI, citado na nota.

Nesse contexto, o programa econômico, que será revisado semestralmente, "focará em políticas para garantir a estabilidade macroeconômica, fomentar o crescimento econômico e melhorar a proteção social", afirmou, insistindo na importância de voltar ao teto de déficit fiscal de 1,5% do PIB em 2024.

Entre as principais medidas estão mobilizar mais receitas internas, reformar o fundo público de pensões, aumentar a eficiência do setor público e, a nível da política monetária, baixar a inflação para 4%. Além disso, o governo planeja combater a corrupção.

"A ênfase da agenda de reformas das autoridades na melhoria da proteção social e na redução da pobreza e da desigualdade é bem-vinda. Serão necessárias mais medidas para melhorar o impacto dos programas de assistência social, aumentar sua cobertura entre a população vulnerável, promover a formalização da economia e fortalecer a inclusão financeira", disse Okamura.

erl/cjc/ic