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FMI apoia decisão da Espanha de criar renda mínima vital

Entrada do metrô Puente de Vallecas, um dos bairros mais pobres de Madri, em 20 de abril de 2020

O Fundo Monetário Internacional (FMI) endossou, nesta quinta-feira (4), a decisão do governo de Pedro Sánchez, na Espanha, de criar uma renda mínima vital para combater a pobreza agravada pela crise do novo coronavírus.

Em entrevista coletiva virtual, o porta-voz do FMI, Gerry Rice, disse que "garantir que as famílias mais vulneráveis tenham apoio suficiente é crucial".

"A introdução de um programa específico de renda nacional é uma contribuição importante", acrescentou.

O programa do Executivo Socialista - que governa em coalizão com o partido de esquerda Podemos - garante uma renda de 462 euros por mês (US$ 515) a um adulto que viva sozinho, com um máximo de 1.015 euros por família (US$ 1.130).

Na Espanha, país gravemente atingido pelo coronavírus com mais de 27.000 mortes e que sofreu um dos mais rígidos confinamentos, a demanda por ajuda alimentar aumentou 40% durante a pandemia.

Com desemprego endêmico, o país conseguiu se recuperar da crise financeira da última década, quando o índice de desempregados atingiu 27%, em 2013, para se estabilizar em 13,8%, no final de 2019. Este ano, o governo prevê que o percentual volte a subir, chegando a 19%.

A previsão é que o plano de renda mínima atinja mais de 850.000 famílias e beneficie pelo menos 1,6 milhão de pessoas, atualmente vivendo em situação de extrema pobreza.

Esta semana, o relator especial da ONU para pobreza extrema e direitos humanos, Olivier De Schutter, estimulou o governo a "continuar expandindo a cobertura deste programa e a reduzir os requisitos burocráticos e de elegibilidade".