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Fluxo estrangeiro ajuda câmbio e bolsa em meio a incertezas

Josue Leonel e Marisa Castellani
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O câmbio e a bolsa mostram resiliência, apesar das incertezas internas, sustentados pela entrada de recursos estrangeiros.

O fluxo é assegurado pela sazonalidade favorável da balança comercial, impulsionada pela alta das commodities, e pelo ingresso de investidores atraídos pelos preços relativamente baixos das ações. A oferta bilionária de debêntures da Vale também contribuiu.

O dólar chegou a fechar acima de R$ 5,70 no primeiro dia do mês e acumula queda em torno de 1% desde então, mesmo com toda a apreensão fiscal gerada pelo impasse no Orçamento e da abertura da CPI no Senado para investigar o governo na pandemia -- em meio a recordes de mortes por Covid no país. O Ibovespa voltou para o patamar dos 120 mil pontos.

“O fluxo positivo pode levar a uma reversão do movimento negativo excessivo do real”, diz Gustavo Medeiros, sub-chefe de pesquisa e gestor de portfólio da Ashmore Group. A moeda brasileira ainda tem o segundo pior desempenho entre as emergentes no ano, atrás apenas do peso argentino.

“Os fundamentos do balanço de pagamentos dos países emergentes em geral estão bem melhores”, diz Patrícia Urbano, gestora de portfólio da Edmond de Rothschild Asset Management, em Paris.

O Brasil contabiliza um saldo positivo entre os fluxos comercial e financeiro de US$ 8,7 bilhões este ano, contra uma saída líquida de US$ 13,9 bilhões no mesmo periodo de 2020. A balança comercial tem saldo de US$ 3,5 bilhões no mês, até o dia 11.

O fluxo gerado pelas exportações de soja ajuda o câmbio a ter um relativo alívio apesar das incertezas, diz Italo Abucater, gerente da mesa de câmbio da Tullett Prebon. Em maio, é a vez do milho, embora não tão forte quanto a soja. “A taxa está atrativa. Com câmbio acima de R$ 5,70, o exportador entra.”

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A venda de R$ 11,5 bilhões de debêntures participativas da Vale pelo governo também movimentou o mercado de câmbio nesta semana. “O yield do papel próximo a 10% chamou a atenção de investidores locais e, principalmente, de estrangeiros, que contribuíram para a entrada de dólares no país”, diz Estela Panzeri, broker de renda fixa da Renascença.

Cerca de metade da oferta foi comprada por estrangeiros, num impacto de aproximadamente US$ 1 bilhão, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque a informação não é pública.

Na bolsa brasileira, depois de saída de R$ 4,6 bilhões em março, os investidores estrangeiros entraram com R$ 1,3 bilhão na semana passada, segundo dados da B3 compilados pela Bloomberg.

“Acho que o Brasil ainda está descontado se olharmos em dólar e a previsão de rali das commodities favorece a bolsa estar nesses patamares, apesar do cenário local desafiador”, diz Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de derivativos e ações do BTG Pactual Digital.

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