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Fluminense já passou de R$ 4 milhões em prejuízo; jogos sem público representam mais da metade

Luiza Sá
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A realidade dos jogos sem público afetou os clubes em diversos aspectos. Um dos que mais pesa é o lado financeiro. O Fluminense, que já sofria com gastos mesmo em partidas com torcida, ultrapassou a marca dos R$ 4,2 milhões em prejuízo durante esta temporada. A maioria dos duelos disputados pelo Tricolor, vale lembrar, foi no Maracanã, onde o custo operacional é alto, mesmo que o clube faça a gestão ao lado do Flamengo. Os dois lideram o ranking de maiores gastos com estádios vazios.

De acordo com borderôs da Ferj, Conmebol e CBF, o Flu soma exatos R$ 4.273.810,74 de prejuízo até o momento nas partidas do Campeonato Carioca, Sul-Americana, Copa do Brasil e Brasileirão. Para se ter ideia do impacto da pandemia, só com jogos sem público esse valor chega a R$ 2.863.061,01, ou seja, mais da metade do número cheio. Em termos de comparação, em 2018 o Fluminense fechou a temporada inteira com déficit de R$ 4,5 milhões nos jogos como mandante.

É preciso destacar que o Fluminense projetava um aumento nos ganhos com bilheteria para esta temporada, especialmente com o crescimento do programa de sócio-torcedor, que já ultrapassa os 37 mil adimplentes. A contratação do atacante Fred, sonhada mesmo antes da pandemia, também visava um aumento no público nos estádios, mas a expectativa acabou quebrada.

Em seis jogos deste ano o clube foi visitante, mas ajudou a arcar com as despesas (Cabofriense, Bangu, Vasco e Macaé, todos no Carioca). O maior público do Flu na temporada foi no clássico contra o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara, com 53.571 pagantes. Em seguida, a partida contra o Unión La Calera, pela Sul-Americana, com 16.528 pagantes, um número pouco superior à média do clube no ano.