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Receita vai criar equipe especial para investigar Flávio Bolsonaro e Queiroz

Flavio Bolsonaro será investigado pela Receita Federal (Foto: Fabio Teixeira/AFP/Getty Images)

A Receita Federal vai criar uma equipe especial para apurar as investigações fiscais do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do ex-assessor Fabrício Queiroz.\

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Além deles, outras 93 pessoas que tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem da 27ª Vara Criminal do Rio também serão investigadas, segundo fontes do jornal O Globo.

A ideia é que o grupo mapeie o destino final de transações financeiras consideradas atípicas. Essas “aranhas” também indicarão o envolvimento entre os personagens.

Um dos principais pontos da investigação, relata a reportagem, são os repasses de dinheiro de Queiroz à mulher do presidente Jair Bolsonaro, Michelle.

O Relatório do Conselho de Controle de Atividades FInanceiras (Coaf) aponta um repasse de R$ 24 mil do ex-assessor à primeira dama. A movimentação é uma das bases da investigação do Ministério Público do Rio.

A versão do presidente

Em entrevista um dia antes da posse, Bolsonaro disse que o montante era parte um dinheiro que o executivo emprestou a Queiroz, num total de R$ 40 mil.

Apesar da declaração ter ajudado a rebater adversários políticos, a Receita quer avançar no tema. O ex-assessor terá de prestar esclarecimentos, já que em casos similares é obrigatória a comprovação de saída e retorno do dinheiro.

Tentativas de paralisação da investigação

No última sexta-feira (17), a defesa de Fabrício Queiroz solicitou a anulação da quebra de sigilo bancário.

Os advogados afirmam que o pedido de quebra de sigilo é produto de uma investigação que não teve outras diligências à exceção de relatórios do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras). O Ministério Público, contudo, que uma das razões para a necessidade da medida é a versão apresentada pela própria defesa de Queiroz de que o ex-assessor recebia parte dos salários de colegas do gabinete.

Essa não é a primeira vez que a investigação tenta ser atrasada. Flávio Bolsonaro tentou por duas vezes paralisar na Justiça as investigações do caso, sob o argumento de quebra ilegal de sigilo bancário. O filho do presidente perdeu no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Tribunal de Justiça do Rio.