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No mês passado, Flávio Bolsonaro defendeu Queiroz em live: "correto e trabalhador"

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Fabrício Queiroz, ex-assessor do agora Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), preso na manhã desta quinta-feira (18), foi defendido pelo filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A declaração de Flávio se deu em uma transmissão ao vivo na qual criticava Wilson Witzel (PSC-RJ), governador do Rio de Janeiro.

“Onde eu ia, você [Witzel] ficava ligando para o Queiroz, botava assessor para ligar para ele pra saber onde eu estava, para ir atrás de mim na campanha. Porque sabia que o Queiroz estava do meu lado trabalhando, um cara correto, trabalhador. Dando o sangue por aquilo que ele acredita”, disse o senador ao governador no dia 26 de maio.

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Também na transmissão, Flavio Bolsonaro estava respondendo as acusações de Witzel, que afirmou que o filho do presidente já deveria estar preso. O parlamentar, por sua vez, disse que mais ilegalidades sobre o governador viriam à tona.

Na ocasião, Witzel havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal para investigar supostas fraudes no sistema de saúde fluminense.

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Fabrício Queiroz preso

O Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu no início desta quinta-feira o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz.

Queiroz e Flavio Bolsonaro são investigados pelo esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo. Segundo a TV Globo, o proprietário da residência é Frederick Wassef, advogado de Flavio Bolsonaro.

Queiroz foi levado de Atibaia até São Paulo para procedimentos legais. Agora, ele segue até o Rio de Janeiro, onde começar a cumprir sua prisão preventiva.

Caso Queiroz

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, durante o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Alerj

Figura polêmica, Queiroz foi assessor e motorista de Flavio Bolsonaro até o fim de 2018, quando acabou exonerado. A investigação do MP-RJ que apura as irregularidades de Queiroz na Alerj chegou a ser suspensa depois da decisão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Flavio Bolsonaro em 2019.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

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