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Flávio Bolsonaro agiu para que suas indicações ganhassem cargos no Ministério da Saúde, diz Mandetta

João de Mari
·2 minutos de leitura
Accompanied by his son Sen. Flavio Bolsonaro, Brazil's President Jair Bolsonaro waves at the launch of his new political party, Alliance for Brazil, in Brasilia, Brazil, Thursday, Nov. 21, 2019. At odds with the party leadership that nominated him for the presidency, Bolsonaro left the Social Liberal Party earlier this month and created his own. (AP Photo/Eraldo Peres)
Mandetta conta que pediu uma reunião com Jair Bolsonaro e que, durante o encontro, o presidente tentou amenizar sua preocupação e disse que a ideia das trocas havia partido de Flávio (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) agiu para que nomes indicados por ele próprio ganhassem cargos estratégicos no Ministério da Saúde. A declaração foi dada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e está no livro Um paciente chamado Brasil, lançado nesta sexta-feira (25).

De acordo com o ex-ministro, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pressionou para que fossem trocados quatro nomes de sua equipe no Ministério da Saúde. Ele afirma que a pressão começou em janeiro, antes mesmo da pandemia de coronavírus.

“Quem articulou as exonerações e impôs os novos nomes mirava o controle de mais de oitenta por cento do orçamento do Ministério da Saúde. Não me parecia um erro banal", afirma Mandetta em trecho do livro.

Naquele mês, uma semana antes do Fórum Econômico de Davos, seu chefe de gabinete teria recebido da Presidência um pedido para exonerar quatro nomes da pasta: os então secretário-executivo, João Gabbardo dos Reis, o secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim, o secretário de Atenção Especializada em Saúde, Francisco de Assis Figueiredo e o diretor do Departamento de Informática do SUS, Jacson Barros.

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Ao ser informado do pedido das demissões, Mandetta conta que pediu uma reunião com Jair Bolsonaro. Durante o encontro, o presidente teria tentando amenizar sua preocupação dizendo que os quatro não eram "gente nossa". Disse ainda que a sugestão das trocas havia partido de Flávio.

De acordo com a Revista Época, Mandetta também afirma ter pensado que havia "gente do Rio" querendo assumir os cargos. Como resposta, ele teria sugerido uma maior autonomia aos hospitais federais do estado em troca de o presidente deixar sua equipe "em paz".

Na madrugada desta sexta-feira (25), em entrevista ao programa “Conversa com o Bial”, Mandetta também acusou Bolsonaro de ser “negacionista e raivoso”, após ter alertado o presidente sobre a possibilidade do Brasil atingir o número de 180 mil óbitos causados pela Covid-19.