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Flavio Bolsonaro é uma pessoa muito bem intencionada, diz Alcolumbre

Vandson Lima, Marcelo Ribeiro e Andrea Jubé

Presidente do Senado não vê risco de denúncia prosperar no Conselho de Ética O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fez uma enfática defesa do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro e alvo de uma série de acusações de participação em um esquema de corrupção quando era deputado estadual.

“Flávio Bolsonaro é uma pessoa muito bem intencionada, tenta fazer o meio de campo com o governo, resolver impasses”, disse Alcolumbre. “Ele tem meu respeito, é uma pessoa de bem. Não acho [que as denúncias o enfraquecem], foi em outro mandato”, completou.

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Alcolumbre não vê qualquer chance de prosperarem possíveis denúncias contra Flávio no Conselho de Ética no Senado.

“É questão jurídica, não tem nada a ver com Senado. Episódio de fora do mandato, pode ser de pronto arquivado”, apontou.

A avaliação vale praticamente como um salvo-conduto ao primogênito de Bolsonaro. O presidente do colegiado é Jayme Campos (DEM-MT), companheiro de partido e aliado insuspeito do presidente do Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, elogiou a postura de Flavio Bolsonaro

Roque de Sá/Roque de Sá/Agência Senado

Alcolumbre avisou que a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos-MT) só deve ser consolidada em fevereiro. Segundo ele, o acordão só foi enviado ao Senado pela Justiça ontem.

“Chegou ontem só. Tem que reunir a mesa-diretora, que não dá mais para ser neste ano, garantir a ela direito de defesa”, disse Alcolumbre. Questionado se ela permanece no cargo pelo menos até fevereiro, quando os congressistas retornam ao trabalho, Alcolumbre respondeu afirmativamente.

Cassada por caixa 2 na campanha, Selma era parte do grupo denominado Muda Senado, que tem pressionado Alcolumbre a abrir investigações contra membros do Judiciário e processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre foi categórico em dizer que não cederá à pauta do grupo.

“Não vai ter CPI [da Lava-Toga]. Continuarei com o mesmo comportamento”, de não dar seguimento, disse.