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Flamengo liga alerta em reta final, mas não vê Renato Gaúcho como culpado por desempenho ruim

·2 min de leitura

Os números gerais ainda jogam a favor de Renato Gaúcho no Flamengo, mas a queda de rendimento do time nos últimos dez jogos ligou o alerta na torcida e no clube.

Das 19 vitórias em 26 partidas sob o comando do treinador, apenas cinco ocorreram nas últimas dez partidas, o que faz o aproveitamento total de quase 80% despencar para 63%.

A justificativa para o desempenho ruim no último mês é exatamente o excesso de jogos, do clube e das seleções, que desgastam o elenco e não permitem brecha para treinamentos e recuperação adequada.

O resultado é a ausência de jogadores importantes e atletas com queixas frequentes na parte física, ainda que vão a campo. Com a dificuldade de repetir escalações, Renato sucumbe com suas ideias.

Mas quais são elas? E elas satisfazem a diretoria do Flamengo? A resposta é: para o curto prazo, sim. A cúpula do futebol entende que o técnico vai levar o time a duas finais, Libertadores e Copa do Brasil. E o absolve diante do calendário apertado.

No futebol, o departamento médico orienta o técnico a ter cuidado diante do fato de que todo o elenco está sentindo a sequência e com chances de estourar, ou seja, se lesionar. Ao tentar se equilibrar entre o que diz a ciência e o que diz o campo, Renato não tem conseguido organizar o time. Pelo contrário.

Em termos táticos, há sinais claros de que o Flamengo retrocedeu nas últimas partidas. Em que pese todo o discurso de que Arrascaeta e Bruno Henrique fazem muita falta. Mas a diretoria divide a responsabilidade com os jogadores. Pois os que sobraram de um elenco farto também caíram de produção. Em especial, Gabigol e Éverton Ribeiro. E notadamente após mais uma convocação.

Em função da necessidade de improvisar jogadores e trocar a equipe o tempo todo, o conjunto do Flamengo sofre. E a responsabilidade de Renato é atenuada internamente. O entendimento é que na reta final todos precisam remar na mesma direção, já que as três frentes em disputas podem trazer taças.

Outro dado importante: o treinador mantém o bom ambiente, escuta comissão técnica e jogadores, e nas entrevistas procura sempre enaltecer o trabalho. O discurso que incomoda a torcida e parte da imprensa é visto como necessário para blindar jogadores estenuados. Receita diferente da de Rogério Ceni.

A expectativa é que a partir da próxima semana, caso a classificação na Copa do Brasil se confirme, o cenário melhore. Com os retornos dos lesionados e o sprint final para a Libertadores e o Brasileiro. No vestiário e na viagem de volta ao Rio após o empate com Athletico-PR em Curitiba, o semblante de todos era de preocupação, mas misturada com uma união pelo trabalho que ainda não acabou.

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