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Flávio Bolsonaro não comparece à acareação no MPF com empresário Paulo Marinho

Alessandra Saraiva
·3 minutos de leitura

O ato serviria para confrontar falas conflitantes a respeito de suposto vazamento de informações sigilosas sobre "Operação Furna da Onça" O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) não compareceu, nesta segunda-feira (21), à acareação, marcada pelo Ministério Público Federal (MPF), entre ele e o empresário Paulo Marinho. A informação foi confirmada no fim da tarde de hoje pelo Procurador da República Eduardo Benones. O ato serviria para confrontar falas conflitantes a respeito de suposto vazamento de informações sigilosas sobre "Operação Furna da Onça", deflagrada em 2018 pela Polícia Federal (PF), que investigava possível esquema de corrupção envolvendo empresários e parlamentares do Rio. Benones é responsável pelo caso que apura o suposto vazamento. O procurador informou à imprensa que comprovou, em juízo, a presença de Marinho na acareação e a ausência de Flávio Bolsonaro. Agora, o procurador vai pedir a verificação de documentação sobre a justificativa da ausência do senador ao ato. "Em não havendo, tomaremos providências cabíveis" disse, sem detalhar quais seriam as ações. Ao ser questionado se a acareação poderia ser virtual e não presencial, devido à atual pandemia por covid-19, Benones foi taxativo. "Eu acho que precisa ser pessoalmente não pode ser virtual" disse. Na prática, o procurador esclareceu que quando as visões de dois depoentes são totalmente conflitantes, com divergências substanciais e não apenas circunstanciais, o ato de acareação precisa ser feito pessoalmente, em seu entendimento. Em maio, Marinho deu entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” informando que ouviu de Flavio relato que a operação da PF teria sido comunicada, com antecedência, a membros da equipe do parlamentar por agente policial. O senador nega. Outro aspecto mencionado por Benones, em sua fala à imprensa, é que, em sua análise, nenhum dos dois participantes de ato de acareação poderia, em seu entendimento, escolher hora e local — mesmo que tenham foro privilegiado. "Por exemplo, se eu for fazer acareação com duas pessoas que tenham foro. Qual seria a escolha?", perguntou ele, ressaltando que o foro privilegiado não pode ser usado como justificativa nesse caso. No MPF do Rio nesta segunda-feira, Marinho afirmou à imprensa que, em sua análise, o caso poderia ser melhor esclarecido com investigação de celulares de assessores do parlamentar, e se houve comunicação, via telefone celular, entre esses e algum agente da PF na ocasião. "Não sei se ele [Flávio Bolsonaro] está mentindo. Mas eu sei que eu estou falando a verdade" frisou o empresário, à imprensa que o aguardava do lado de fora da representação do MPF, no Rio de Janeiro. A defesa de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) informou em nota que a ausência do senador na acareação marcada para hoje com o empresário e candidato a prefeito do Rio Paulo Marinho (PSDB-RJ) “se deveu a compromissos da sua agenda oficial, que o fizeram estar no Amazonas nesta data”. “Essa possibilidade foi levantada há cerca de um mês, por escrito, diretamente ao MPF [Ministério Público Federal], que não quis alterar a data apesar de expressa disposição legal. Hoje a defesa ingressou com nova petição, sugerindo a data de 05/10/2020 para a realização do ato”, diz a nota divulgada pela defesa da Flávio Bolsonaro. “Quanto à tese de crime de desobediência insinuada pela Procuradoria, é lamentável sob vários aspectos. Nem o Procurador da República poderia dar ordem ao Senador e nem essa ‘ordem’ seria legal, pelo que constituiria uma impropriedade técnica com poucos precedentes na história do Judiciário Fluminense”, acrescenta o comunicado.