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Fitch afirma rating ‘BB-’ do Brasil, com perspectiva estável

Valor

A Fitch reafirmou hoje o rating do Brasil em ‘BB-’, com perspectiva estável. Em relatório, a agência de classificação de risco diz que a nota do Brasil é limitada pelo alto e crescente endividamento do governo, com uma estrutura fiscal rígida, fraco potencial de crescimento e um ambiente político difícil, com fragmentação do Congresso e questões relacionadas à corrupção que dificultam o avanço da agenda de reformas econômicas e fiscais.

O rating ‘BB-’, segundo a Fitch, é apoiado por uma economia ampla e diversificada, alta renda per capita em relação aos pares e capacidade de absorver choques externos, em função do regime de câmbio flutuante, contas externas e reservas internacionais robustas, além de um mercado local de dívida pública forte.

A agência lembra que o Congresso brasileiro aprovou recentemente a tão esperada e necessária reforma da Previdência Social, com economia estimada de cerca de R$ 800 bilhões (cerca de 11% do PIB projetado para 2019) nos próximos dez anos. Algum avanço também foi feito, segundo a Fitch, relativo ao processo de desinvestimento, com Petrobras e bancos públicos vendendo ativos nos últimos meses.

Contudo, pondera, o endividamento do governo segue alto, representando 79% do PIB em 2019, e deve continuar crescendo na próxima década — a mediana atual dos países classificados com ‘BB’ é de 46,7%. A Fitch afirma que será necessária uma melhora no resultado primário do orçamento de cerca de 3 pontos percentuais do PIB para a estabilização da relação dívida/PIB, o que representa um desafio no atual ambiente de fraco crescimento econômico e cenário político fragmentado.