Mercado fechado

Fiscalização do uso obrigatório de face shield para comerciários tem 32 lojas notificadas

Diego Amorim
·2 minutos de leitura
Ação aconteceu nesta quarta-feira no Norte Shopping, Zona Norte do Rio
Ação aconteceu nesta quarta-feira no Norte Shopping, Zona Norte do Rio

RIO — A primeira ação de fiscalização do Sindicato do Comerciários do Rio sobre o uso obrigatório de viseira plástica (face shield) terminou com 32 lojas notificadas no Norte Shopping, Zona Norte do Rio. Desde o último dia 14 de agosto, o fornecimento do acessório de segurança contra a Covid-19 é imposto no Estado do Rio de Janeiro. Os estabelecimentos notificados terão agora 10 dias para mostrar que se adequaram à norma. Caso contrário, cada medida descumprida pode custar uma multa de R$ 360 por funcionário sem o equipamento.

— Pelo acordo extraordinário assinado, as empresas precisam disponibilizar equipamentos individuais, como a viseira facial para os trabalhadores que têm contato direto com os clientes. Foi uma conquista importante e o sindicato vai percorrer a cidade, fiscalizando o comércio para o cumprimento dessa determinação. A pandemia está aí e é preciso manter os cuidados — declara o presidente Márcio Ayer.

Conforme o acordo, a viseira plástica deve ser fornecida por lojas de rua, supermercados e shoppings. Os empreendimentos também podem adotar divisórias impermeáveis ou óculos de proteção para os funcionários. O uso de máscara continua obrigatório para clientes e trabalhadores. As empresas também devem disponibilizar materiais de higiene, com locais para lavar as mãos com água e sabão.

As empresas devem ainda afastar quem faz parte do grupo de risco (pessoas acima de 60 anos, portadores de cardiopatias, doenças respiratórias crônicas, gestantes, diabéticos ou imunodeprimidos).

Importância das denúncias sobre a pandemia

O sindicato tem um canal exclusivo para denúncias relacionadas à Covid-19. Por ele, é possível fazer denúncias por WhatsApp (21) 96465-5930 ou pelo e-mail covid19@secrj.org.br, com o anonimato garantido. Por meio desses contatos, os comerciários poderão informar sobre óbitos, trabalhadores doentes ou com sintomas e denúncias de descumprimento das normas de segurança, como aglomeração, falta do uso de máscaras e de materiais de higiene.