Mercado fechará em 2 h 33 min
  • BOVESPA

    109.770,80
    -369,84 (-0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.908,88
    +33,97 (+0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,09
    +0,21 (+0,28%)
     
  • OURO

    1.881,20
    -49,60 (-2,57%)
     
  • BTC-USD

    23.648,05
    -192,76 (-0,81%)
     
  • CMC Crypto 200

    540,56
    +3,70 (+0,69%)
     
  • S&P500

    4.172,90
    -6,86 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    34.124,33
    +70,39 (+0,21%)
     
  • FTSE

    7.895,68
    +75,52 (+0,97%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.841,00
    -5,75 (-0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5610
    +0,0713 (+1,30%)
     

Fiocruz quer testar novo remédio da covid-19 em humanos

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trabalham no desenvolvimento de um novo antiviral contra a covid-19, em parceria com a empresa Microbiológica e o Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP). Encapsulado em pílulas, o remédio deve, em breve, ser testado em humanos, após liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Oficialmente, o remédio da Fiocruz recebe o nome de MB-905. Até o momento, os testes in vitro e com modelos animais demonstraram que a medicação é eficaz no combate do coronavírus SARS-CoV-2 e também apresenta ação anti-inflamatória. Os resultados iniciais da pesquisa foram publicados na revista científica Nature Communication.

Pesquisa e produção 100% nacionais do remédio da covid-19

Se a pesquisa for autorizada pela Anvisa e os testes de Fase 1 começarem, este pode ser o primeiro medicamento contra a covid-19 desenvolvido de forma integral no Brasil. Hoje, as medicações usadas no país são importadas, como o Paxlovid.

Fiocruz quer testar novo medicamento contra a covid-19 em humanos, mas aguarda liberação da Anvisa (Imagem: Abdelrahman_El-masry/Envato)
Fiocruz quer testar novo medicamento contra a covid-19 em humanos, mas aguarda liberação da Anvisa (Imagem: Abdelrahman_El-masry/Envato)

“A ideia é que a gente possa cumprir todas as etapas necessárias para o desenvolvimento desse medicamento no Brasil, desde a fase de planejamento, síntese, caracterização química, caracterização de mecanismo de ação e os estudos pré-clínicos de segurança, tolerabilidade e eficácia", explica Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em comunicado.

"Nosso objetivo é que essa substância possa se tornar um antiviral inovador, desenvolvido no país desde a sua concepção, visando a que a gente tenha mais independência nesse tipo de tecnologia que teria alto custo de importação para o [Sistema Único de Saúde] SUS”, acrescenta.

O que faz a pílula da Fiocruz contra a covid-19?

Para entender, o novo medicamento da Fiocruz foi purificado a partir da cinetina — um hormônio vegetal que, na planta, estimula a divisão celular. No organismo, deve agir como um antiviral e, segundo os testes, consegue desorganizar o genoma viral durante a síntese de RNA. Basicamente, impede a replicação do coronavírus.

Além disso, a medicação pode frear o processo inflamatório desencadeado pelo vírus da covid-19, já que consegue diminuir o nível de citocinas associadas aos glóbulos brancos. Em casos graves, a doença provoca o fenômeno conhecido como tempestade de citocinas — onde o próprio organismo ataca a si mesmo —, o que agrava ainda mais o quadro do paciente.

Todas essas descobertas sobre o funcionamento do remédio MB-905 foram obtidas em testes com linhagens de células humanas hepáticas e pulmonares expostas ao coronavírus. Experimentos com camundongos e hamsters também confirmaram a ação. Agora, é necessário iniciar os testes em humanos, como solicita a Fiocruz.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: