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Fiocruz defende lockdown de 14 dias em regiões com altas taxas de ocupação de leitos de UTI para Covid-19

·3 minuto de leitura

RIO — O colapso no sistema de saúde brasileiro aumenta a mortalidade pela Covid-19, mas também por outras causas, alerta a Fundação Oswaldo Cruz. Para conter a crise sanitária, a Fiocruz defende a adoção de lockdown por cerca de 14 dias nos estados e capitais com altas taxas de ocupação de leitos de UTI para a doença ou localizados em regiões com índices elevados. As informações foram apresentadas em uma edição extraordinária do boletim do Observatório Covid-19 da instituição, divulgado na terça-feira.

De acordo com o boletim, todos os estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação das UTIs Covid-19 para adultos no SUS acima de 80%, com exceção do Amazonas e de Roraima, segundo dados obtidos no dia 22 de março. Os números continuam apontando para um quadro extremamente crítico no país, afirma o documento, que ressalta a piora do indicador em alguns estados, com destaque para os da região Sudeste.

Dezenove capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos iguais ou superiores a 90% na rede pública e outras seis com índices entre 80% e 90%. Manaus, única cidade do Amazonas com leitos de UTI, está com 79% de ocupação, enquanto Boa Vista, capital de Roraima, apresenta a taxa de 64%.

Os índices elevados, segundo os pesquisadores do Observatório, retratam o colapso do sistema de saúde, que resulta no aumento da mortalidade hospitalar por Covid-19 e por desassistência, além de prejuízos no atendimento de pacientes que demandam tratamentos para outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras. O documento afirma que o cenário atual não é só de uma crise sanitária, mas também humanitária.

Os pesquisadores destacam que foi observado um aumento desproporcional da mortalidade em relação à incidência de casos confirmados de Covid-19 na semana epidemiológica analisada (de 14 a 20 de março). A letalidade passou de cerca de 2,0% no final de 2020 para 3,1%, o que pode indicar uma situação de desassistência e de falhas na qualidade do cuidado prestado para pacientes com quadros graves da doença, segundo o Observatório.

"Desde o início do mês de março, o país assiste a um quadro que denota o colapso do sistema de saúde no Brasil para o atendimento de pacientes que requerem cuidados complexos para a Covid-19", afirma o boletim. "Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos estados e nos municípios."

Medidas de bloqueio

Os cientistas ressaltam que medidas rigorosas para o controle e prevenção da doença "são fundamentais para interromper a tendência de descontrole da pandemia, mitigando efeitos sobre o sistema de saúde e, especialmente, poupando vidas".

Segundo os pesquisadores, mesmo que vários municípios e estados já venham adotando medidas de bloqueio de transmissão, é fundamental que governos municipais, estaduais e federal "caminhem todos na mesma direção para ampliá-las e fortalecê-las, uma vez que a adoção parcial e isolada nos levará ao prolongamento da crise sanitária".

A Fiocruz recomenda que as medidas sejam adotadas por cerca de 14 dias para obter uma redução de aproximadamente 40% das taxas de transmissão do coronavírus. Segundo a instituição, é necessário o monitoramento diário para acompanhar os impactos na redução de casos, taxas de ocupação de leitos hospitalares e óbitos.

O Observatório também defende a ampliação da disponibilidade e do uso de máscaras, com a meta de que pelo menos 80% da população as utilize de modo adequado.

Campanhas de distribuição gratuita de máscaras de pano multicamadas em áreas de maior concentração de pessoas e baixo percentual de uso, combinadas com campanhas governamentais e não-governamentais sobre sua importância e modo correto de utilização, devem fazer parte desta estratégia, indica o boletim.

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