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Fintech lança serviço para startups que buscam investimentos no exterior

Rui Maciel
·4 minutos de leitura

Plataforma especializada em transferências internacionais, a Remessa Online anunciou nesta terça-feira (13) um serviço voltado para auxiliar startups brasileiras que planejam buscar financiamento de investidores estrangeiros. Com o nome de Remessa for Startups, a ferramenta quer ser uma facilitadora no processo de aporte de capital, com caráter técnico-consultivo.

Segundo a fintech, a novidade vem ao encontro do mercado aquecido e maturidade do ecossistema brasileiro de startups. Nos últimos oito anos, de acordo com dados do Remessa Online, o número de empresas do gênero por aqui cresceu e já soma mais de 12,7 mil. Só em agosto deste ano, os investimentos em startups brasileiras somaram quase R$ 11 bilhões, cifra que já supera em 125% todos os aportes de 2018, por exemplo.

De olho nesse mercado em potencial, a Remessa for Startups quer facilitar a transferência dos aportes que as startups conseguem - ou buscam - junto a investidores estrangeiros. De acordo com a fintech, no momento da internacionalização para a captação de dinheiro, as startups se deparam com a falta de conhecimento da legislação e trâmites para operacionalizar estrutura offshore ou até com entraves e taxas altas no onboarding e processamento das operações fechadas por meio das instituições financeiras tradicionais.

“Nós já vivemos esse processo de captação de recursos aqui na Remessa Online, onde levantamos mais de R$ 130 milhões em quatro diferentes rodadas de investimentos", disse Alexandre Liuzzi, co-fundador e diretor de estratégia da Remessa Online. "Em função dessa nossa experiência, contamos com um skill interno que consegue atender a startup de forma 360º, orientando-a a como operacionalizar sua estrutura offshore até o aporte de capital e demais necessidades de remessas internacionais que a empresa tenha à medida que ganha uma projeção internacional”.

Como funciona

Baseada nessa expertise interna, o novo serviço oferece uma mesa dedicada ao atendimento às startups, oferecendo conhecimento técnico nas transações típicas de empresas desse setor. O processo envolve o auxílio ao empreendedor com todos os registros e documentações para habilitar o recebimento do capital, além de taxas mais competitivas, segundo a fintech.

Além disso, à medida que a startup estabelece uma projeção internacional, a Remessa for Startups também oferece serviços de apoio a exportações ou importações, facilitando o pagamento sem taxas por alteração de contrato, envio ou recebimento de ordem, e aprovando a operação de forma orientativa ao cliente em relação a todos os trâmites documentais necessários.

A Remessa for Startups afirma que também atende aos demais agentes do ecossistema, como investidores-anjo e venture capital. O Remessa Online afirma que seu atendimento consultivo para operações offshore garante que o investidor ou o gestor de portfólio se atenha apenas na mentoria às startups e análise estratégica de seus negócios, sem perder tempo com estrutura legal e trâmites burocráticos. .

Foco também nas PMEs

Antes do Remessa for Startups, o Remessa Online estava focado também nas pequenas e médias empresas (PMEs) a partir do Remessa for Business, lançado em 2019. Segundo a fintech, esta plataforma de serviços financeiros tem crescido expressivamente a partir de indicações, se tornando uma das três maiores fontes de receita para a fintech. Desde o seu lançamento, já foram mais de R$500 milhões transacionados por PMEs.

Ainda de acordo com a fintech, seu maior volume de transações ocorre entre as etapas denominadas Seed Capital (capital semente) e Series A&B das Ventures Capitals - series A sendo as rodadas após o seed, quando a startup já tem um modelo de negócio definido e quer impulsionar a escala de produção, geralmente com valores que podem variar entre US$ 2 milhões e US$ 20 milhões; já as series B são as rodadas voltadas para expansão de mercado, com um valuation maior se comparado aos anteriores, podendo chegar a dezenas de milhões. Essas são as fases em que os fundadores das startups não possuem forte relacionamento com bancos, não têm acesso a opções mais baratas do mercado de câmbio e precisam de auxílio para a estruturação offshore de suas operações.

Agora, com o novo serviço disponível para o mercado ainda no mês de outubro, a proposta da empresa é aproveitar o sucesso do movimento para captar startups de 2 a 5 anos de atividade por meio dos fundadores, investidores-anjo e venture capitals, prioritariamente.

Fonte: Canaltech

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