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Financiamento imobiliário mais do que dobra no 1º trimestre, diz associação

ISABELA BOLZANI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) mais do que dobraram no primeiro trimestre deste ano (112,8%) em relação a igual período de 2020, para R$ 43,1 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Só em março o volume emprestado foi de R4 18,4 bilhões -o maior volume nominal mensal registrado na série histórica iniciada em 1994. O valor responde por um aumento de 47,4% em relação ao registrado em fevereiro e uma alta de 172,7% comparado a igual mês do ano passado.

No acumulado de 12 meses até março deste ano, os financiamentos imobiliários da categoria somaram R$ 146,8 bilhões, alta de 76,1% em relação ao período anterior.

Ainda segundo a associação, foram financiados 81,9 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção em março. O número responde por um avanço de 61,8% em relação a fevereiro e é mais do que o triplo do registrado em março de 2020 (219,4%).

No primeiro trimestre foram financiados 187,6 mil imóveis com os recursos do SBPE, resultado 137,3% superior ao registrado em igual período do ano passado.

No acumulado em 12 meses até março deste ano, foram 535,3 mil imóveis financiados -avanço de 70,8% em relação ao período anterior.

A poupança encerrou março com saques superiores à captação em R$ 4,85 bilhões, terceiro resultado negativo do ano.

Segundo a Abecip, o mês tende a ser um período ruim em termos de desempenho da poupança --em 59% dos meses de março de toda a série histórica, iniciada em 1995, houve captação líquida negativa.

Além disso, 15% desses meses não superaram a marca de R$ 1 bilhão em captação.

"Contudo, não devemos ignorar o impacto do recrudescimento da pandemia. Medidas mais rígidas de distanciamento social e seus efeitos no emprego e renda podem ter afetado o comportamento dos depósitos de poupança em março", afirmou a associação em nota.

"Outros fatores a serem levados em conta são a diminuição do valor do auxílio emergencial em 2021 e a quantidade de pessoas elegíveis ao benefício", completou.

Com o resultado, o saldo da poupança no SBPE encerrou março em R$ 778,8 bilhões, queda de 0,5% em relação a fevereiro e alta de 18,1% em comparação a igual mês do ano passado.

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Modalidades de financiamento imobiliário

Com taxas prefixadas

Não tem correção ao longo do tempo e, por isso, traz menos riscos para o tomador -e mais risco para o banco. As prestações quase não oscilam ao longo dos anos. Os juros da modalidade começam em cerca de 8% ao ano

Com taxa fixa + TR (taxa referencial)

Mais tradicional, responde pela maioria das concessões feitas no mercado. Como a variação é baseada na TR, hoje zerada, pode ser vantajosa. Porém, caso a TR se altere, as parcelas do crédito podem subir. Os juros começam em cerca de 6,25% ao ano

Atrelado ao IPCA (inflação oficial do país)

Apesar de possuir taxas fixas baixas, a partir de 2,95% ao ano, e de ser opção viável enquanto a inflação está controlada, é uma linha pós-fixada. Ou seja, há tendência maior de oscilação dos juros pagos nas prestações e, portanto, mais risco ao mutuário

Atrelado à poupança

É menos arriscado em relação às linhas com base no IPCA, mas mais arriscado do que os financiamentos mais tradicionais. Formado por uma taxa fixa + rendimento da poupança, os juros começam em cerca de 3,99% ao ano e estão suscetíveis a variações conforme o avanço da Selic