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Final dos 400m com barreiras, com bronze para o Brasil, entra para história dos Jogos

·3 minuto de leitura

Uma prova com os três primeiros colocados correndo abaixo do recorde olímpico, e com direito à quebra do recorde mundial. Assim foi a final dos 400m com barreiras nesta terça-feira, na qual o norueguês Karsten Warholm conquistou o ouro e estabeleceu pela segunda vez em um mês o melhor tempo da prova, com 45s94 (o anterior era de 46s70).

Atrás dele chegaram o americano Rai Benjamin, prata com 46s17, e o brasileiro Alison dos Santos, bronze com 46s72, ambos abaixo recorde olímpico anterior de 46s78, estabelecido pelo americano Kevin Young em Barcelona 1992. E caso Warholn não tivesse participado desta final, o recorde mundial seria de Benjamin...

"Eu estava pensando sobre isso dia e noite, em conseguir essa medalha para minha coleção. Não toquei em uma barreira e até consegui acelerar no final. Foi algo enorme, é histórico", comemorou Warholm após a prova.

"Estamos vivendo uma nova era, o renascimento dos 400 metros com barreiras. Acho que vamos testemunhar novas corridas como essa no futuro", acrescentou o norueguês.

Warholm voou na pista do Estádio Olímpico da capital japonesa, reduzindo em 76 centésimos de segundo o recorde mundial que havia batido em 1º de julho em casa, em Oslo, onde completou a prova em 46s70.

Naquele dia, ele conseguiu quebrar recorde antigo do atletismo, que o americano Kevin Young havia estabelecido 29 anos antes.

Os três medalhistas da final de Tóquio-2020 correram abaixo da marca de Young, que por quase três décadas foi intocável, o que mostra o nível espetacular dos competidores de hoje.

"Foi a maior corrida da história dos Jogos Olímpicos", disse Rai Benjamin, destacando que nem mesmo o recorde mundial dos 100 metros (9s58) alcançado por Usain Bolt no Mundial de Berlim-2009 poderia "rivalizar" em importância e intensidade com o que foi vivenciado nesta terça-feira.

A final só não foi melhor por ter sido disputada diante de arquibancadas vazias devido à pandemia de covid-19.

Com 33 graus Celsius e 60% de umidade, Warholm teve uma largada perfeita. Benjamin pensou por um momento que poderia alcançar o norueguês a cerca de 50 metros da linha de chegada, mas o representante da Noruega manteve a liderança, acelerou e estabeleceu seu recorde impressionante.

Esta medalha se une a seus dois títulos mundiais (2017 e 2019) e ao título europeu de 2018. Ele também foi campeão europeu indoor em 2019.

Aos 25 anos, o norueguês é hoje o atual campeão olímpico, mundial e europeu, além de recordista mundial. Uma hegemonia total.

- Façanhas ofuscadas -

Para Rai Benjamin (24 anos), as sensações são necessariamente opostas. Seu tempo, o segundo melhor da história, não serviu para alcançar o lugar mais alto no pódio.

Warholm e Benjamin possuem 13 dos 20 melhores tempos de todos os tempos. Mas o nova-iorquino, que tem todas as capacidades para ser um atleta para marcar uma época, esbarrou no 'furacão Karsten', que o derrotou há dois anos no Mundial de Doha.

Já Alison dos Santos, 21 anos, confirma sua espetacular evolução. Nas semifinais ele conseguiu estabelecer sua melhor marca com 47s31 e um dia depois ele baixou o tempo em 59 centésimos. Desde maio, o brasileiro bateu o recorde sul-americano seis vezes.

A prova dos 400 metros com barreiras vive um grande momento pois, além da categoria masculina, a feminina também promete ser inesquecível no Jogos de Tóquio, com as americanas Dalilah Muhammad, atual campeã olímpica e mundial, e Sydney McLaughlin, recordista mundial.

kn-dr/psr/lca/fp

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