Mercado fechado
  • BOVESPA

    107.829,73
    -891,85 (-0,82%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.335,51
    -713,54 (-1,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    77,45
    +0,31 (+0,40%)
     
  • OURO

    1.886,70
    +1,90 (+0,10%)
     
  • BTC-USD

    23.245,78
    +442,47 (+1,94%)
     
  • CMC Crypto 200

    534,56
    +8,61 (+1,64%)
     
  • S&P500

    4.164,00
    +52,92 (+1,29%)
     
  • DOW JONES

    34.156,69
    +265,67 (+0,78%)
     
  • FTSE

    7.864,71
    +28,00 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    21.298,70
    +76,54 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    27.685,47
    0,00 (0,00%)
     
  • NASDAQ

    12.753,25
    -23,50 (-0,18%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5792
    +0,0021 (+0,04%)
     

Fim do saque-aniversário do FGTS divide opinião de sindicalistas

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.08.2019 - Still de mãos segurando um celular com o app FGTS aberto. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.08.2019 - Still de mãos segurando um celular com o app FGTS aberto. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A proposta do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de acabar com o saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) divide as centrais sindicais.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, diz que não vê reclamação dos trabalhadores, porque o saque é opcional. "Se ele está precisando, é uma decisão dele buscar o fundo. Sabemos que parado o rendimento fica bem abaixo do mercado financeiro. E é dinheiro em circulação no mercado consumidor, gerando produção e emprego", diz Juruna.

Ele afirma que a central vai propor também melhor rendimento a quem mantiver o recurso no fundo. De acordo com o ministério do Trabalho, antes da decisão, o debate será levado ao conselho curador do FGTS e às centrais sindicais.

Na avaliação do ministro Luiz Marinho, o FGTS deve servir apenas como reserva financeira aos trabalhadores e financiamento habitacional.

A UGT e a CSB, por sua vez, dizem que concordam com a proposta de Marinho e que é preciso retomar travas de acesso ao FGTS, além de discutir uma forma de melhorar o rendimento do dinheiro.

Para Ricardo Patah, da UGT, os saques serviram à população nos momentos mais críticos da pandemia, porém, sua manutenção desvirtua o propósito do FGTS.

"Muitas pessoas fizeram ou planejam empréstimos já lastreando o valor disponível no saque-aniversário. Defendo uma transição, não dá para encerrar de uma hora para a outra. É preciso ter alternativas de acesso ao crédito para as pessoas de baixa renda", disse o dirigente sindical.

Antonio Neto, da CSB, sugere que seja feita uma avaliação do impacto que os saques tiveram no fundo durante o período de liberação dos últimos anos. "Não é só a questão do saque, mas também da remuneração do fundo, que está deteriorada por causa da TR [taxa referencial]. Isso precisa ser debatido", afirmou.

A CUT não se manifestou sobre o assunto.