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Fim do reinado: Prime Video ultrapassa Netflix e é o maior streaming nos EUA

A Netflix pode estar com seus dias de glória como a líder dos streamings contados. Isso é o que aponta a Parks Associates, uma empresa estadunidense de dados de marketing. Em um relatório recente, a firma aponta que o Prime Video — plataforma da Amazon — ultrapassou a gigante do streaming em número de assinantes nos Estados Unidos.

Vale lembrar que os serviços de streamings são sigilosos quanto a seus dados, sendo assim a precisão desse relatório não será confirmada até que uma das empresas envolvidas se manifeste. E, até o momento desta reportagem, nenhuma delas havia comentado o caso.

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O documento também mostrou que o Disney+ e a HBO Max recuaram em resultados. Esse fato já havia sido comentado por David Zaslav, CEO da Warner Bros (grupo responsável pela HBO Max e pelo Discovery+), que falou sobre a reestruturação do streaming e sobre o lançamento de um novo serviço gratuito suportado apenas por publicidade.

De acordo com ele, a HBO Max passará por mudanças em seu conteúdo e focará mais em obras originais e produções que as pessoas gostam de assistir:

"Estamos dimensionando a HBO Max - mais conteúdo que as pessoas adoram, mais conteúdo original. Toda a nossa biblioteca foi para HBO Max, e não estávamos rendendo nada”

O lucro da Netflix

Ao contrário dos seus concorrentes, a Netflix não tem um modelo de negócios diversificado, sendo apenas um streaming, o que pode comprometer seus resultados futuros.

No entanto, ela ainda é o único serviço de streaming operando com lucro, mesmo tendo seus resultados comprometidos em 2022, quando perdeu quase um milhão de assinantes no segundo trimestre. Isso se deve ao fato, principalmente, de a empresa produzir conteúdos originais e ter uma infraestrutura para suportar tais demandas de produção.

Apesar de ter tido prejuízo em 2022, a Netflix continua como a líder de lucros dos streamings. (Imagem: Reprodução/yousafbhutta, Pixabay)
Apesar de ter tido prejuízo em 2022, a Netflix continua como a líder de lucros dos streamings. (Imagem: Reprodução/yousafbhutta, Pixabay)

Em outubro de 2022, a empresa publicou uma carta aberta aos seus assinantes na qual dizia ser o única plataforma lucrativa. A publicação também afirmava que a gigante do streaming trabalha com resultados operacionais positivos anual de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões (entre R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões).

Esse resultado no ano de 2022 se deve principalmente a produções como Dahmer: Um Canibal Americano, que superou a série spin off A Casa do Dragão, da HBO Max.

A série Dahmer: Um Canibal Americano foi a grande responsável pelo êxito da Netflix em 2022. (Imagem:Reprodução/Netflix)
A série Dahmer: Um Canibal Americano foi a grande responsável pelo êxito da Netflix em 2022. (Imagem:Reprodução/Netflix)

Além disso, após ter números negativos pela primeira vez em 2022, a empresa começou a estudar estratégias para se reerguer. Uma delas foi lançar um plano mais barato com anúncios; outra é não permitir o compartilhamento de conta por quem não mora na mesma casa, e uma terceira é investir em filmes mais caros e de maior qualidade ao invés de fazer muitos lançamentos aleatórios.

Outra mudança importante é que a Netflix já está em transição para deixar de ser apenas um estúdio de streaming e receber lançamentos selecionados dos cinemas ou mesmo da televisão.

Fim da guerra dos streamings?

Estúdios como Disney e Warner Bros perceberam que estavam perdendo dinheiro ao licenciarem seus produtos apenas para a Netflix. No entanto, caso a empresa se torne apenas mais um estúdio de Hollywood, tais marcas, provavelmente, farão negócio com a Netflix ao invés de travar uma guerra de concorrência.

Ao que tudo indica, o fim da "guerra dos streamings" não parece próximo. (Imagem:Caio Carvalho/Canaltech)
Ao que tudo indica, o fim da "guerra dos streamings" não parece próximo. (Imagem:Caio Carvalho/Canaltech)

Além disso, é importante pensar que, ainda que o Prime Video tenha superado a Netflix em número de assinantes, ainda há um longo caminho pela frente até superá-la em lucro. E a empresa do Tudum, claro, não facilitará essa situação, uma vez que já está traçando planos para correr atrás de melhorar seus resultados.

Sendo assim, a chamada guerra dos streamings deverá continuar por um bom tempo, e quem ganha com isso é o assinante, que terá mais opção de escolha e acesso a conteúdos cada vez melhores.

Fonte: Canaltech

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