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Fim do auxílio emergencial deve deixar mais de 22 milhões sem benefício algum

·3 min de leitura
***ARQUIVO***São Paulo, SP, Brasil, 17-09-2021: (HOME GENÉRICA DIGITAL): Auxílio Emergencial. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***São Paulo, SP, Brasil, 17-09-2021: (HOME GENÉRICA DIGITAL): Auxílio Emergencial. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo federal deposita neste domingo (31), a última parcela do auxílio emergencial, criado para auxiliar trabalhadores informais, MEIs (microempreendedores individuais), autônomos e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus. Sem a sua prorrogação, mais de 22 milhões de pessoas ficarão sem receber qualquer benefício em novembro.

No mês que vem, o governo federal irá substituir o Bolsa Família por um novo programa social, o Auxílio Brasil. O objetivo do governo Bolsonaro é "ampliar o número de famílias atendidas atualmente, zerando a fila de espera ainda neste ano". "Em dezembro, o número de beneficiados passará de 14,6 milhões para cerca de 17 milhões, o que contemplará todo o público já habilitado e outras famílias que atendem aos critérios de elegibilidade ao programa", afirma o Ministério da Cidadania.

Desses 14,6 milhões atendidos hoje pelo Bolsa Família, 9,3 milhões receberam a sétima, e última, parcela do auxílio emergencial, com valor mais vantajoso. Além dos contemplados do Bolsa Família, outros 25,1 milhões receberam o auxílio emergencial em outubro. São trabalhadores que se inscreveram pelo site do programa ou que integram o Cadastro Único. Deste total, 90% deve ficar sem qualquer auxílio federal no final do ano, ainda que estejam inscritos no CadÚnico.

Em nota, o Ministério da Cidadania afirma que " a partir do próximo mês, será implementado o novo programa social, o Auxílio Brasil, que estabelece critérios que vão fortalecer a rede de proteção social e criar oportunidades de emancipação para a população em situação de vulnerabilidade".

"Pela iniciativa, o governo f​ederal vai reajustar os valores dos benefícios pagos pelo Programa Bolsa Família e concederá um complemento no valor do Auxílio Brasil, assegurando uma renda de pelo menos R$ 400 para cada família, com responsabilidade fiscal", diz o ministério.

A operacionalização do Auxílio Brasil será regulamentada por meio de decreto a ser publicado nos próximos dias. Os pagamentos de novembro seguirão normalmente, respeitando o calendário vigente do Bolsa Família, que pode ser consultado no site (https://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/bolsa_familia/calendario_bf/Cartaz_Calendario2021.pdf).

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AUXÍLIO BRASIL | SAIBA SE TEM DIREITO

Quem pode receber

- Famílias em condição de extrema pobreza (renda mensal de até R$ 89 por pessoa, segundo o padrão atual do governo)

- Famílias em condição de pobreza (renda mensal entre R$ 89 e R$ 178 por pessoa, segundo o padrão atual do governo) com gestantes ou pessoas com idade até 21 anos

É preciso estar cadastrado no CadÚnico e com as informações atualizadas

- Para se inscrever no Cadastro Único, é preciso que uma pessoa da família se responsabilize por prestar as informações de todos os membros da casa para o entrevistador

- Essa pessoa, chamada de Responsável pela Unidade Familiar (RF), deve ter pelo menos 16 anos, ter CPF ou título eleitor, e, preferencialmente, ser mulher

- O cadastro é feito normalmente nas prefeituras, no Cras (Centro de Referência de Assistência Social), ou em um posto de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família

É necessário apresentar também, pelo menos, um documento para cada pessoa da família, dentre os seguintes:

- Certidão de nascimento

- Certidão de casamento

- CPF

- RG

- Carteira de trabalho

- Título de eleitor

- Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), se a pessoa for indígena

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