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Fim do auxílio e desemprego podem abalar confiança de consumidor, alerta FGV

Alessandra Saraiva
·3 minutos de leitura

Para Viviane Bittencourt, sustentabilidade da trajetória de alta do índice é incerta As dúvidas relacionadas ao futuro próximo da economia brasileira tornam incerta a sustentação da confiança em alta do consumidor. Questões como o cenário de consumo sem o auxílio emergencial e a possibilidade de novas demissões podem afetar negativamente o resultado apurado neste mês pela Fundação Getulio Vargas. O alerta partiu de Viviane Seda Bittencourt, economista da fundação, ao comentar alta de 3,2 pontos do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) entre agosto e setembro, para 83,4 pontos. Com a alta, o índice atingiu maior nível desde fevereiro (87,8 pontos), antes da pandemia, influenciado por sinais de retomada na economia. No entanto, a sustentabilidade dessa trajetória é uma incógnita, visto que depende da evolução do emprego e da covid-19 no país, comentou a técnica. Uma eventual aceleração do número de novos casos no país poderia afetar atividade, com impacto no mercado de trabalho e, por consequência, na renda e poder aquisitivo dos trabalhadores. Viviane Seda Bittencourt, economista da FGV Divulgação / FGV Viviane chamou atenção para o fato de que, em setembro, foi a esperança de um futuro melhor no consumo nos próximos meses que impulsionou a alta do ICC. Nos dois componentes do indicador, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto entre agosto e setembro, para 72,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) cresceu 4,4 pontos, para 91,5 pontos. O IE se posiciona em patamar acima do ISA, e, mesmo que os subindicadores tenham mostrado saldo positivo desde junho, as altas das expectativas sempre foram mais intensas do que as de avaliação de momento presente, admitiu ela. O humor mais favorável do consumidor tem sido influenciado mais pela perspectiva de consumo maior, num futuro próximo, do que pelo quadro melhor em momento presente, resumiu a técnica. No entanto, os próximos meses trazem fatores que podem mexer com o andamento das expectativas do consumidor, notou ela. O auxílio emergencial pago pelo governo, será feito em valor menor no último trimestre do ano, e tem prazo para terminar em dezembro, frisou ela. "Há sinais de esgotamento por parte do governo em manter esses benefícios por muito mais tempo." Outro aspecto mencionado por Viviane é a questão sanitária. Com flexibilização das restrições sociais nas principais capitais, iniciadas em meados de março para inibir contaminação por covid-19, ocorrem sinais de aumento de números de casos da doença. "Já vimos acontecer o mesmo em outros países" comentou a economista, observando que isso acende sinal de alerta para economia e para mercado de trabalho. A preocupação do consumidor com emprego foi detectada na Sondagem do Consumidor de setembro, pesquisa do qual o ICC é indicador-síntese. Na sondagem, o indicador de emprego previsto para os próximos meses passou de 60,5 pontos para 60,7 pontos entre agosto e setembro. "Está praticamente estável, e está muito baixo", afirmou, lembrando que o quadrante favorável do indicador é acima de 100 pontos.