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Filme mostra a articulação de Bolsonaro com Feliciano pelo voto evangélico

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RIO — O caminho que levou Jair Bolsonaro à vitória nas eleições de 2018, conectando as manifestações de junho de 2013, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é contado no documentário “Nem tudo se desfaz”, do cineasta Josias Teófilo, que dirigiu o filme “O jardim das aflições”, sobre o ideólogo Olavo de Carvalho.

A produção mostra como começou a ser articulada com o deputado Marco Feliciano (PL-SP) a postura que Bolsonaro adotaria dali para a frente em relação a pauta de costumes que conquistaria de vez os evangélicos e tornaria o grupo uma base de eleitores fiéis. Feliciano, pastor, presidia a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e se movimentou para que o então colega parlamentar assumisse o protagonismo das posições de combate às lideranças de esquerda e a defesa dos ideais conservadores.

“Ele e Feliciano fizeram um acordo: o pastor evitaria as polêmicas, e Bolsonaro assumiria os embates. A partir disso, ele (Bolsonaro) começou a escrachar cada vez mais suas posições para trazer para ele toda a pressão que estava no Feliciano”, afirma no filme Filipe Martins, assessor especial da Presidência.

Na primeira participação de Bolsonaro em uma manifestação organizada por lideranças evangélicas, o então deputado profere o que viria a ser o slogan da campanha presidencial: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

A produção lançada na segunda-feira aborda ainda um episódio traumático, sobretudo para a família do presidente: a facada da qual ele foi vítima durante a campanha em Juiz de Fora (MG). O filme tem depoimentos Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do mandatário.

“Quando ele chegou no hospital, foi levado direto na enfermaria e começou a esfriar”, relembra Carlos com os olhos marejados. “Ele estava com os braços amarrados, urrava de dor, e eu vendo aquilo, eu comecei a perceber que... será que meu pai vai...?”.

O documentário também trata da estratégia para as redes sociais, ambiente que aliados e eleitores exploraram durante a campanha para propagar ideias bolsonaristas e promessas de campanha. “Nem tudo se desfaz” não traz novas revelações sobre o “gabinete do ódio”, grupo que seria liderado por Carlos para disseminar notícias falsas e ataques contra adversários do pai, mas mostra como Bolsonaro soube interpretar um movimento global em que as redes sociais se tornavam decisivas para resultados eleitorais.

Veja também: Patriota destitui aliado de Bolsonaro do comando da legenda e dificulta caminho para filiação do presidente

O documentário mostra que, ainda em 2018, Bolsonaro apostou no WhatsApp, classificado como peça central na estratégia de disseminação de conteúdo da campanha para exaltar a sua posição antissistema.

“A recusa em manter publicamente diálogos com lideranças do Centrão e outros candidatos derrotados fortalece a imagem de um candidato solitário contra o sistema”, diz o narrador do filme.

Já em campanha à Presidência, o filme disseca a escolha de Hamilton Mourão para compor a chapa. Segundo a produção, o general parecia a pessoa ideal para garantir que a classe política não daria seguimento a um eventual processo de impeachment se a opção para vice fosse um “general linha dura”.

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