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Filho do fundador das Casas Bahia mantinha ‘mansão de torturas sexuais’, segundo acusação

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Saul Klein é acusado por 14 mulheres. (Foto ilustrativa: Getty Images)
Saul Klein é acusado por 14 mulheres. (Foto ilustrativa: Getty Images)

O empresário Saul Klein, 66 anos, filho de Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, mantinha uma ‘mansão de torturas sexuais’ segundo os relatos de 14 mulheres que o acusam de estupro, aliciamento e outros crimes. O processo corre em inquérito policial aberto na Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri, e foi revelado por reportagem da Folha de S.Paulo.

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A defesa de Klein nega, e rebate as acusações. Segundo o advogado do acusado, a verdade é que Klein seria o “rei” dos “sugar daddies” – expressão usada para se referir a um homem mais velho que, sob consentimento de mulheres mais jovens, as sustentam financeiramente.

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“Ele era o ‘daddy’ de todos os ‘daddies’, do qual todas as ‘babies’ gostariam de ser ‘babies’”, disse à Folha o advogado André Boiani e Azevedo, que representa Klein. “O sr. Saul Klein vem sendo vítima de um grupo organizado que se uniu com o único objetivo de enriquecer ilicitamente às custas dele, através da realização de ameaças e da apresentação de acusações falsas em âmbito judicial, policial e midiático.”

Os relatos de 14 mulheres contam uma história diferente.

“Segundo constou do requerimento, todas as mulheres acima foram vítimas de aliciamento sexual”, diz o despacho da Justiça obtido pela Folha. “Eram procuradas por aliciadores em redes sociais e outros canais, informadas falsamente de que havia interesse na contratação delas por parte de uma empresa e conduzidas a uma apresentação, a título de teste, para o requerido Saul.”

Os relatos detalham esses supostos eventos de tortura sexual na mansão de Klein, vigiados com seguranças armados:

“Nesses eventos, que podiam contar com 15 a 30 moças, elas tinham que exibir o tempo todo de biquíni e submeter-se a atividades sexuais com o requerido Saul, inclusive de modo humilhante e a contragosto. Também podiam ter que ingerir droga, permanecer trancadas em um quarto por um dia inteiro e aceitar se submeter a consultas com médicos ginecologista e cirurgião plástico, respectivamente, para cuidar das persistentes e reiteradas doenças sexualmente transmissíveis que as acometiam e de outras enfermidades que apresentaram, bem como receber aplicações de botox ou outros tratamentos destinados a prepará-las para as sessões com o requerido Saul.”

Após a divulgação da história pela Folha, a Via Varejo, que atualmente controla as Casas Bahia, emitiu nota informando que Saul “nunca possuiu qualquer vínculo ou relacionamento com a companhia”.

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