Mercado abrirá em 3 h 46 min
  • BOVESPA

    110.580,79
    +234,97 (+0,21%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.304,04
    -72,85 (-0,14%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,78
    +1,01 (+0,92%)
     
  • OURO

    1.855,10
    -10,30 (-0,55%)
     
  • BTC-USD

    29.754,55
    +525,68 (+1,80%)
     
  • CMC Crypto 200

    662,46
    +6,64 (+1,01%)
     
  • S&P500

    3.941,48
    -32,27 (-0,81%)
     
  • DOW JONES

    31.928,62
    +48,38 (+0,15%)
     
  • FTSE

    7.510,29
    +25,94 (+0,35%)
     
  • HANG SENG

    20.171,27
    +59,17 (+0,29%)
     
  • NIKKEI

    26.677,80
    -70,34 (-0,26%)
     
  • NASDAQ

    11.768,00
    -3,00 (-0,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1548
    -0,0174 (-0,34%)
     

Filantropia com título de capitalização esquenta debate sobre doação para ONGs

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos) está tentando mobilizar parlamentares para mudar a forma como as ONGs recebem doações por meio de títulos filantrópicos premiáveis.

Segundo a ABCR, o sistema atual absorve parte da verba destinada às entidades, e um ajuste no processo poderia elevar a quantidade de recursos.

A modalidade em questão tem quase a mesma premissa de um título de capitalização comum: determinado valor é aplicado e, ao final do prazo, são acrescentadas correções de prêmios e sorteios. A diferença é que uma parte da quantia final é destinada para entidades beneficentes.

O modelo atual segue regras especificadas em uma resolução de 2020, que estabelece três quotas: a de capitalização, que deve abranger a maior parte dos recursos e ser destinada à entidade beneficente, a de sorteio, que volta para o cliente pagador, e a quota de carregamento, cujo destino são impostos e lucros para a empresa de capitalização.

O modelo foi muito difundido no início da pandemia, com as lives de artistas que incentivavam a doação para organizações da sociedade civil, mas a ABCR fazia alertas aos doadores quando o recurso era enviado por meio da venda de títulos de capitalização na modalidade filantropia premiável.

O problema, segundo João Paulo Vergueiro, diretor-executivo da ABCR, é que o sistema desfavorece as ONGs, que precisam bancar a divulgação e promoção.

"A pessoa acha que está doando um real, mas na verdade está doando sessenta centavos", diz.

Em março, a Câmara aprovou um projeto de lei que reforça a tratativa. O objetivo da ABCR é que o presidente não faça a sanção, mas, caso isso se concretize, tentarão uma emenda, por meio de deputados.

Representantes de empresas de capitalização, por sua vez, defendem o modelo. Eles dizem que, sem a devolução por parte das entidades, a campanha é esvaziada e as doações, reduzidas.

"Precisa fazer divulgação maciça. Se o dinheiro doado fosse direcionado exclusivamente para ações sociais, não haveria essa arrecadação", diz Miguel Muccillo, diretor-presidente da MDM8, consultora de produtos de capitalização com foco em captação de recursos para entidades filantrópicas.

De acordo com Muccillo, a resolução e o PL não obrigam a entidade a reservar parte para a campanha, é uma escolha. Se não for seguida, no entanto, pode prejudicar as arrecadações.

Marcio Coutinho, vice-presidente da Fenacap, associação que representa as empresas de capitalização, critica o movimento para tentar mudar o projeto de lei.

​Segundo ele, as próprias entidades filantrópicas estão contentes com o modelo. "Eu já ouvi de dirigentes de entidades filantrópicas que hoje [o título filantrópico premiável] é a maior canalização de recursos da sociedade civil para as entidades."

Segundo a Fenacap, essa modalidade de capitalização cresceu 48,7% em 2021 e direcionou um volume recorde de recursos de mais de R$ 1,3 bilhão a ONGs.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos