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Fifa: Qual o papel do Brasil nas transferências internacionais de jogadores em 2020

Igor Siqueira
·3 minuto de leitura
Reprodução/Fifa

A Fifa divulgou seu relatório anual a respeito do mercado internacional de transferências. O documento referente a 2020 reforça a relevância do futebol brasileiro na indústria da bola. Mas como isso se mede?

O Brasil se consolidou como líder no número de jogadores envolvidos em transferências ao redor do planeta. Foram 2.008 atletas que mudaram de um país para o outro ao longo do ano. Houve um ligeiro aumento em relação a 2019, quando 1.988 brasileiros foram envolvidos em transações internacionais.

Nesse quesito, o Brasil lidera com folga desde 2012, recorte trazido pela Fifa no relatório. A Argentina manteve sua posição, em segundo, com 899 jogadores. Em 2019, foram 946. Em terceiro estão os britânicos (a Fifa uniu ingleses, escoceses e norte-irlandeses): 817 em 2020, contra 801 em 2019.

Os dados consolidados apontam que houve 1015 chegadas de jogadores no futebol brasileiro, envolvendo 322 clubes. Nenhum país trouxe tanta gente de fora. Portugal, por exemplo, importou 755 jogadores.

Sem discriminar valores, a Fifa apontou ainda que o Flamengo foi o clube da América do Sul que mais gastou dinheiro com transferências em 2020. Em segundo lugar, o Atlético-MG. O Palmeiras, finalista da Libertadores, completa o top-3.

Clubes da Conmebol que mais gastaram em 2020

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Ao mesmo tempo, 820 jogadores foram do Brasil para o exterior, de 98 cedentes. Neste item, o futebol brasileiro só foi superado pela Inglaterra (867) e voltou a bater Portugal (753). Pelos dados do relatório, o Fluminense foi quem mais exportou na América do Sul: 26 jogadores. O tricolor foi seguido por Palmeiras (25), Athletico (23) e Flamengo (23). O Boca Juniors teve 22. O Londrina teve 19 transferências de saída ao exterior.

A Fifa trata o cenário envolvendo o Brasil como "nenhuma surpresa. O país compõe, com folgas, os dois maiores fluxos de jogadores do futebol mundial: a ida e a volta de Portugal. Em 2020, foram 274 transferências rumo a terras lusitanas. Ao mesmo tempo, 254 jogadores tomaram o caminho contrário. Quem chega mais perto desse fluxo é o trajeto Inglaterra-Espanha, com 96 transferências. A rota Brasil-Portugal é popular por causa da língua e também por se tratar de um trampolim para chegar a ligas mais ricas do continente.

O cenário todo fez com que o mercado tenha investido US$ 734 milhões em jogadores brasileiros. Os atletas espanhóis foram os segundos em termos de atração de investimento, com US$ 612,6 milhões, seguidos pelos alemães (US$ 395,2 milhões). O top-5 ainda tem portugueses (US$ 393,6 milhões) e franceses (US$ 319,5 milhões).

Apesar de o jogador brasileiro ser a mercadoria que mais transita no futebol mundial, isso não quer dizer que o dinheiro se acumula no país. O Brasil foi em 2020 apenas o sétimo principal destino de verba, totalizando US$ 326,3 milhões. A liderança na rota de entrada foi da Espanha, com US$ 785,7 milhões.

Futebol feminino

O Brasil tem crescido em relevância no mercado do futebol feminino. Ao todo, foram 78 jogadoras brasileiras envolvidas em transferências. Isso representa a segunda maior nacionalidade, ficando bem atrás as norte-americanas (218). As jogadoras brasileiras transitaram mais do que as australianas (41) e britânicas (38).

Os clubes brasileiros trouxeram 32 jogadoras do exterior, enquanto exportaram 38. O Brasil ficou em décimo nas "entradas" de jogadoras de fora. A liderança ficou com a Espanha (133).

A saída para Portugal virou o terceiro maior fluxo de atletas em 2020, perdendo para Austrália-Estados Unidos (32) e Estados Unidos-Espanha (22). Muitas jogadoras do mercado dos EUA procuraram a Europa, já que a liga sofreu impactos pelo coronavírus.

As 38 jogadoras negociadas do Brasil para outros países colocaram o mercado brasileiro em sétimo no quesito exportação. Os EUA lideram com 161.