Mercado abrirá em 8 h 22 min

Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia, diz IBGE

Bruno Villas Bôas
·3 minutos de leitura

Em agosto, o total de desempregados no Brasil somava 12,9 milhões de pessoas EBC O total de desempregados no Brasil somava 12,9 milhões de pessoas em agosto, ante 12,3 milhões em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, esse contingente era de 10,1 milhões, o que sinaliza alta de 27,6%, segundo o instituto, que publicou nesta quarta-feira a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 mensal (Pnad Covid-19), referente ao mês de agosto. Dessa forma, a taxa de desocupação passou de 13,1% em julho para 13,6% em agosto. Apesar de também calcular os efeitos no emprego dos brasileiros, a Pnad Covid não é comparável à Pnad Contínua, que ainda é usada como indicador oficial do desemprego no país, com dados mais atuais. A última Pnad Contínua, com dados de julho, foi a primeira pesquisa de desemprego do IBGE que pegou três meses completos de pandemia no Brasil. A taxa oficial de desemprego chegou a 13,3%, a maior já registrada em um segundo trimestre, e ainda não reflete totalmente os efeitos da crise. Auxílio do governo O IBGE informou também que a parcela de domicílios brasileiros que receberam algum auxílio do governo relacionado à pandemia foi de 43,9% em agosto, praticamente estável em relação a julho (44,1%). Entre esses auxílios estão o auxílio emergencial de R$ 600 e a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Segundo o instituto, o valor médio do benefício ficou em R$ 901 por domicílio. As Regiões Norte e Nordeste foram, novamente, as que apresentaram os maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio, 61,0% e 59,1%, respectivamente. Rendimento médio real O rendimento médio real per capita recebido pelos domicílios em agosto foi de R$ 1.302, 2,2% acima do registrado em julho (R$ 1.274), segundo o IBGE. Em agosto, o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios sem nenhum auxílio emergencial foi de R$ 1.802, mais de duas vezes superior aos domicílios onde algum morador recebia o auxílio (R$ 816). Os estados do Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de programa de auxílio emergencial. Da região Norte, três estados estão entre os cinco primeiros com maior percentual: Amapá (71,4%); Maranhão (65,5%); Pará (64,5%); Alagoas (63,5%) e Amazonas (61,9%). Empréstimos Em agosto, 4,9 milhões de pessoas solicitaram empréstimos no país, sendo que 4,1 milhões tiveram a solicitação concedida, segundo o IBGE. O total de pedidos de empréstimos concedidos cresceu 26,7% em agosto, na comparação a julho, quando 3,2 milhões de pedidos foram concedidos. O total de pedidos rejeitados ficou praticamente estável, na faixa de 750 mil. Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, disse que a pesquisa não detalha o motivo dos pedidos dos empréstimos, como cobrir contas atrasadas ou investir no próprio negócios, por exemplo. “Se tiver no domicílio um trabalhador por conta própria e ele obtém um empréstimo para um novo empreendimento, por exemplo, não distinguimos isso”, disse Maria Lúcia, ao apresentar os resultados da pesquisa. Na região Norte houve a maior recusa de empréstimos: 19,5% dos domicílios em que alguém fez tal solicitação não conseguiram o recurso. Na região Sul, onde houve a maior procura por empréstimo (8%), foi também onde houve a menor taxa de recusa de empréstimos (12,5%). (Com informações da Folhapress).