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Fibrose no fígado: este é o sintoma recém-descoberto da covid longa

Cientistas e médicos norte-americanos descobriram um novo sintoma da covid longa: a fibrose no fígado. O risco de desenvolver a complicação hepática é maior em pessoas que se recuperaram da covid-19 e, até o momento, não se sabe a extensão do problema e nem se os indivíduos podem se recuperar 100% da sequela.

O estudo sobre a fibrose no fígado e a covid longa foi apresentado, pela primeira vez, no congresso anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA). Em breve, a pesquisa completa deve ser revisada por pares e publicada em uma revista científica.

“Nosso estudo faz parte de evidências emergentes de que a infecção por covid-19 pode levar a lesões hepáticas que duram por longos períodos após a doença aguda”, explica Firouzeh Heidari, pesquisadora do Massachusetts General Hospital em Boston, nos Estados Unidos, em comunicado.

Covid longa e casos de fibrose no fígado

Cientistas descobrem que a fibrose no fígado pode ser uma nova complicação da covid-19 (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)
Cientistas descobrem que a fibrose no fígado pode ser uma nova complicação da covid-19 (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)

No estudo retrospectivo, a equipe de pesquisadores comparou o nível de rigidez no fígado de pacientes com histórico de infecção por covid-19 com o de pessoas que não foram infectadas até o momento dos exames (grupo controle). No total, 131 voluntários foram considerados na pesquisa sobre a covid longa.

Segundo os autores, todos os pacientes foram submetidos a um tipo especial de ultrassom, a elastografia, entre os anos 2019 — antes da descoberta do vírus (grupo controle) — e 2022, no Massachusetts General Hospital, nos EUA. Nesse exame, as ondas sonoras são usadas para medir a rigidez do tecido hepático.

Após ajustar as variáveis (idade e sexo), a análise estatística revelou que os pacientes com a covid-19 tinham uma rigidez hepática significativamente maior que os pacientes do grupo controle, incluindo mais casos de fibrose no fígado.

Além disso, foi possível observar que os pacientes encaminhados para elastografia antes da pandemia eram mais velhos do que os pacientes encaminhados após o início da pandemia — prevalência de pessoas mais novas.

Problema hepático tem cura na pós-covid?

Hoje, "ainda não sabemos se a rigidez hepática elevada observada após a infecção por covid-19 provocará resultados adversos aos pacientes", explica Heidari. Nesse ponto, o estudo ainda deve acompanhar os pacientes com o novo sintoma da covid longa.

"No momento, estamos investigando se a gravidade dos sintomas agudos relacionados à covid-19 é preditiva da gravidade da lesão hepática a longo prazo", completa. Em outras palavras, não se sabe se os problemas no fígado ocorrem apenas em pessoas com casos graves da covid-19 ou podem afetar a todos.

Como evitar a covid longa?

Passados mais de dois anos da descoberta do coronavírus, cientistas e pesquisadores de todo o mundo ainda buscam compreender as causas e os possíveis tratamentos para a covid longa. Afinal, alguns indivíduos podem ficar com várias sequelas após a infecção, enquanto outros permanecem bem. Esta relação intriga a ciência.

Hoje, a maneira 100% eficaz na prevenção da covid longa é não ser infectado pelo coronavírus. Isso envolve o controle de transmissão de casos, testagem, amplas opções de tratamentos e, em especial, doses atualizadas da vacina. Estudos já comprovaram que a vacinação reduz o risco do quadro, como observaram pesquisadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido.
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Fonte: Canaltech

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