Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.923,93
    +998,33 (+0,90%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.234,37
    -223,18 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,34
    -0,88 (-1,08%)
     
  • OURO

    1.811,40
    -3,80 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    17.008,73
    +42,23 (+0,25%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,33
    +2,91 (+0,72%)
     
  • S&P500

    4.071,70
    -4,87 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.429,88
    +34,87 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.979,00
    -83,75 (-0,69%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0286 (+0,52%)
     

Fiasco da FTX, um novo revés para o mundo das criptomoedas

O fiasco da plataforma de criptomoedas FTX, dirigida por um dos gurus do mundo das criptos, é um novo sinal de alerta para um setor jovem, frequentemente sacudido por quebras e abalado pelo contexto econômico internacional.

No começo do ano, a FTX valia US$ 32 bilhões.

Seu fundador, Sam Bankman-Fried, foi considerado um salvador quando propôs, em junho, resgatar empresas como BlockFi e Voyager Digital, ou quando militou por uma regulamentação maior deste setor do mercado de divisas em Washington.

Ele se deparou com algumas dúvidas sobre as contas da empresa, depois que um artigo de um site especializado e tuítes do concorrente Changpeng Zhao, presidente da Binance, precipitaram retiradas em massa.

Changpeng Zhao, que afirmou que a FTX pediu-lhe ajuda, devido a uma "importante crise de liquidez", assinou na terça-feira (8) uma carta de intenções para comprar a plataforma.

Mas anunciou nesta quarta (9) que desistia da transação.

Depois de auditar as operações da FTX, "decidimos não continuar a operação de aquisição da FTX.com", explicou a Binance em um tuíte que cita informações da imprensa sobre má gestão de fundos de clientes e investigações abertas pelas autoridades americanas.

"No começo, nossa esperança era poder ajudar os clientes da FYX a oferecer liquidez, mas os problemas fogem do nosso controle ou superam nossa capacidade de ajudar", assegurou a Binance, a maior plataforma de divisas virtuais.

O futuro da FTX.com agora é incerto com consequências para o bitcoin.

Depois do fiasco, em maio, da moeda virtual terra, que seguia a evolução do dólar americano, e da queda, semanas depois, da plataforma Celsius, o ocorrido com a FTX "é um novo fracasso para o setor", avaliou David Holt, especialista em criptomoedas da consultoria CFRA.

Entre os questionamentos sobre o futuro de muitos projetos do setor e a queda do fluxo de capitais para as start-up tecnológicas, devido ao aumento das taxas de juros, Holt se perguntou como isto "se traduzirá na continuidade, inclusive na sobrevivência de muitas destas empresas em um setor ainda incipiente".

- "Sinal de alerta" -

Os problemas da FTX "mostram que a liquidez nas plataformas de criptomoedas são muito variáveis", destacou, por sua vez, Dan Dolev, analista da Mizuho, acrescentando que "há muito poucos capitais" por trás como respaldo.

O rápido declínio da FTX "é um sinal de alerta" para a plataforma americana Coinbase, por exemplo, acrescentou em nota.

Os adeptos das criptos e das tecnologias de blockchain estão acostumados a períodos de bonança, seguidos de problemas desde que o bitcoin surgiu, em 2009.

O valor de mercado das criptomoedas chegou aos US$ 3 trilhões em novembro do ano passado, antes de cair para menos de US$ 1 trilhão em junho de 2022.

De qualquer modo, é cedo demais para avaliar o impacto do ocorrido com a FTX na concorrência e um eventual contágio de todo setor, avaliou Jamiel Sheikh, fundador de várias empresas no mundo cripto.

"As contas das plataformas descentralizadas (como a FTX) são opacas, e é impossível determinar qual plataforma pode suportar uma fuga de liquidez", destacou.

Mas o fato de a Binance propor retomar os ativos da FTX dá "certa confiança", acrescentou.

- Velho Oeste -

Para Kevin March, cofundador da companhia de corretagem Floating Point Group, a questão é saber quem vai substituir a FTX: será "a Binance, que já controla metade do mercado, ou muitas plataformas similares menos conhecidas (...) fora dos Estados Unidos?".

Muitos investidores retiram ativos para reduzir riscos, afirmou March, para quem "este episódio vai acelerar a regulamentação do mercado americano" de criptomoedas.

Há "uma necessidade real de regras claras em termos de transparência" sobre as plataformas e de um procedimento sensato em caso de quebra.

Sam Lessin, da empresa de capital de risco Slow Ventures, disse à emissora CNBC que as peripécias da FTX e da Binance também têm um lado positivo: no mundo das criptomoedas, "as empresas podem travar uma concorrência feroz, mas também querem que o ecossistema sobreviva e vão se ajudar entre si", quando há problemas.

De toda forma, para este especialista, o planeta cripto é como o "Velho Oeste", "cheio de aberrações, volatilidade, fraude e, ao mesmo tempo, muitas inovações e projetos que têm valor real no futuro".

jum/jul/ube/mr/llu/mvv/tt