FHC critica fraco desempenho do PIB

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (30) que o Brasil "está pagando o preço por não ter realizado as reformas necessárias" ao seu crescimento e também por "não ter dado continuidade aos avanços implementados" em sua gestão.

Ao comentar o fraco desempenho do PIB no terceiro trimestre, de 0,6% ante o segundo trimestre deste ano, FHC destacou que foi correta a utilização de políticas de contas cíclicas keynesianas para enfrentar o ciclo depressivo. "E quando já tinha passado o ciclo depressivo, continuamos. Estamos em um crescimento, imaginando que podemos crescer só na base do consumo das famílias. O consumo é bom e propicia bem estar e todos desejam isso. Mas, para que seja mantido, é preciso algumas modificações, sobretudo o crescimento de investimentos. E isso não está ocorrendo na proporção desejada."

FHC, que proferiu na manhã desta sexta palestra no evento Global Cities Initiative, organizado pelo banco JP Morgan em conjunto com a Brookings e o Centro para Liderança Pública, lembrou das críticas que os opositores, sobretudo o PT, faziam ao seu governo, "quando o crescimento era relativamente pequeno, mas era maior que o da economia mundial e era, em geral, muito maior que muitos países da América Latina".

O ex-presidente tucano disse que sua administração enfrentava o desafio de estabilizar a economia, num momento em que a economia global também não estava neste ciclo de crescimento. "Na verdade, como (opositores) nunca fizeram essas ponderações, sempre quiseram usar politicamente e não viram que o que estávamos fazendo era o possível na ocasião e passaram a valorizar muito o crescimento do PIB", destacou.

Na avaliação de FHC, a administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conviveu com 'a boa coincidência' da expansão do crescimento global e com o fato de que sua gestão já havia feito as reformas necessárias. "Agora, a presidente Dilma (Rousseff) pegou uma outra fase em que a economia global não está em expansão", emendou, reiterando a necessidade de o País implementar as reformas necessárias ao seu crescimento e dar continuidade às mudanças realizadas em gestões anteriores, como a sua.

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