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FGV: Expectativa de inflação dos consumidores permanece em 4,8% em dezembro

Valor

Para os próximos meses, a depender da trajetória principalmente do núcleo da inflação, esperamos que todas faixas de renda convirjam cada vez mais à meta oficial, diz entidade A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes manteve-se em 4,8% em dezembro, patamar mínimo histórico da série, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento. Em relação ao mesmo mês de 2018, houve queda de 0,6 ponto percentual.

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Em relação às faixas de renda, apenas para as famílias com renda familiar mensal até R$ 2,1 mil houve queda das expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes, diminuindo de 5,8%, para 5,4% entre novembro e dezembro.

Para os consumidores com renda entre R$ 4,8 e R$ 9,6 mil, a expectativa mediana aumentou para 4,2%, nível ainda próximo do mínimo histórico registrado no mês anterior (4%). Para as demais famílias, as expectativas permaneceram inalteradas.

Na distribuição por faixas percentuais de inflação esperada, a parcela dos consumidores que projetam valores abaixo da meta de inflação atual (4,25%) diminuiu, de 54,2% em novembro para 52,7% um mês depois. Por outro lado, a proporção de consumidores projetando acima do limite superior da meta de inflação (acima de 5,75%) para 2019 saiu de 29,7% para 31,1%, após sete quedas consecutivas.

“A estabilidade do resultado de dezembro sugere que o bom comportamento dos preços da maioria dos itens da cesta de consumo das famílias esteja exercendo maior peso na formação das expectativas. Por esse motivo, apesar dos choques recentes em determinados produtos, a expectativa de inflação dos consumidores continua no patamar mínimo da série histórica. Para os próximos meses, a depender da trajetória principalmente do núcleo da inflação, esperamos que todas faixas de renda convirjam cada vez mais à meta oficial”, afirma Renata de Mello Franco, economista da FGV.

A expectativa para a inflação nos próximos 12 meses faz parte da Sondagem do Consumidor realizada mensalmente pela FGV com mais de 2,1 mil entrevistados em sete capitais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife), em geral, nas três primeiras semanas de cada mês. Aproximadamente 1,6 mil entrevistados respondem a respeito da expectativa para os preços todos os meses, segundo a FGV.