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Fezes antigas mostram impacto de mudanças climáticas no povo maia

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Fezes antigas mostram impacto de mudanças climáticas no povo maia
Fezes antigas mostram impacto de mudanças climáticas no povo maia

Cientistas estão usando fezes humanas antigas para comprovar que as mudanças climáticas afetaram civilizações ancestrais, como o povo maia. Segundo novo estudo da Universidade McGill, no Canadá, variações populacionais mais contundentes ocorreram em momentos de secas extremas ou abundância de chuvas.

Em outras palavras: os maias reduziram de tamanho durante momentos de dificuldades climáticas, e tornavam a ampliar sua população quando recursos eram renovados por chuvas e outros fenômenos naturais e não naturais.

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Imagem mostra uma cidade maia rodeada por uma densa floresta. Estudos feitos com fezes antigas indicam povo maia foi amplamente afetado por mudanças climáticas
A civilização maia pode ter sido mais movimentada do que os atuais registros indicam, segundo estudo feito por pesquisadores com fezes humanas antigas. Imagem: Alfredo Matus/Shutterstock

Segundo os pesquisadores, foram identificados quatro períodos de alteração populacional – todos eles, relacionados a momentos de grandes secas ou alta atividade pluvial (chuvas). Mais além, nenhum desses quatro períodos havia sido documentado antes, pelos métodos tradicionais: entre 1350 e 950 a.C (antes de Cristo), 400 e 210 a.C, e depois, entre 90 e 280 e entre 730 e 900.

Essa disparidade corroborou descobertas já catalogadas, mas também revelou novas informações: por exemplo, a cidade de Itzan (hoje, dentro da Guatemala) já estaria povoada há cerca de 650 anos antes do que estudos históricos anteriores apontavam.

“Essa pesquisa deve auxiliar arqueólogos ao lhes oferecer uma nova ferramenta para avaliar mudanças que possam não ter sido vistas nas evidências tradicionais, uma vez que tais evidências podem nem existir ou terem sido perdidas ou destruídas”, disse Benjamin Keenan, geoquímico e biólogo da Universidade McGill “As terras baixas dos maias não são bons pontos de preservação de edifícios e outros registros de vida humana devido ao seu ambiente de florestas tropicais”.

Basicamente, o estudo usa um novo método de análise baseado em estanóis fecais, moléculas orgânicas presentes no cocô humano e de outros animais, que podem ser preservados em camadas sedimentares de rios e lagos por milhares de anos. Dependendo da concentração desses estanóis, os pesquisadores podem obter pistas sobre movimentações populacionais que podem confirmar dados históricos de outras fontes – como quantas pessoas viviam em determinados lugares em um período específico do tempo.

“É importante que a sociedade saiba que haviam civilizações antes de nós que foram afetadas e se adaptaram às mudanças climáticas”, disse o bioquímico Peter Douglas, também da Universidade McGill. “Ao relacionar as evidências de clima com as de mudanças populacionais, nós vemos uma relação clara entre as precipitações [chuvas] e a habilidade dessas cidades antigas de sustentar seus residentes”.

Um outro ponto histórico novo, descoberto pela pesquisa com fezes antigas, mostrou uma alta da civilização maia em meados de 1697 a.C. Este foi o ano onde exploradores espanhóis atacaram a última fortaleza dos maias em uma região vizinha. A descoberta é um indício de que a região teve um grande influxo de pessoas – provavelmente, refugiados da guerra contra os colonizadores hispânicos.

“Estanóis fecais trazem um forte potencial para servir como reforço na pesquisa por mudanças em populações humanas e animais em ambientes mesoamericanos, ao mesmo tempo em que oferecem dados sobre alterações de uso da terra”, disseram os cientistas em um trecho de seu estudo, publicado na Quarternary Science Reviews.

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