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Ferroviários da CPTM decidem entrar em greve a partir da 0h desta terça-feira (24)

·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 17-11-2020 - VIGILANTE 3 - Vigilante Agora sobre estações da CPTM. Na estação Comandante Sampaio, na linha 8, encontramos os problemas descritos abaixo. - Sinalização desgastada - Vão largo entre trem e plataforma - Cheia de escadas, sem acessibilidade - Infiltração e poças no saguão (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 17-11-2020 - VIGILANTE 3 - Vigilante Agora sobre estações da CPTM. Na estação Comandante Sampaio, na linha 8, encontramos os problemas descritos abaixo. - Sinalização desgastada - Vão largo entre trem e plataforma - Cheia de escadas, sem acessibilidade - Infiltração e poças no saguão (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ferroviários das linhas 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram em assembleia entrar em greve a partir da 0h desta terça-feira (24). Os trabalhadores reivindicam reposição salarial referente à data-base de 1º de março dos exercícios 2020/2021 e 2021/2022.

A paralisação foi votada em assembleia realizada nesta segunda-feira (23) e aproximadamente 2.500 funcionários devem cruzar os braços, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Segundo Alexandre Mucio, secretário-geral da entidade, um dos principais motivos para greve é o fato de a empresa ter proposto o pagamento dos valores retroativos em 10 parcelas a partir de fevereiro de 2022.

O sindicato apresentou a contraproposta de acertar os retroativos em agosto e setembro, respectivamente, porém, não foi aceita. A negociação foi mediada pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região) de São Paulo na tarde desta segunda-feira (23).

O reajuste salarial é de 4% para o exercício de 2020/2021 e de 6% para 2021/2022. “É pouco para a empresa, mas para o trabalhador, faz toda a diferença”, avalia o sindicalista.

O TRT paulista já havia determinado que a companhia aplicasse o reajuste salarial. A CPTM recorreu, mas o TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu a favor dos trabalhadores.

Em relação ao PPR (Programa de Participação nos Resultados) 2022, ficou decidido que a negociação será feita em "momento oportuno" em conjunto com os demais sindicatos representantes dos ferroviários.

Em julho, funcionários das linhas 7, 8, 9, 10 e parte da 13 fizeram outra greve na CPTM. A paralisação foi organizada pelos sindicatos de trabalhadores das ferrovias de SP, zona sorocabana e dos engenheiros do estado de SP.

A greve, que teve início no dia 15, durou um dia e terminou após um acordo entre funcionários e a empresa. Contudo, esta negociação não contemplou os ferroviários das linhas 11, 12 e 13, uma vez que o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil não participou da negociação.

Procurada pelo reportagem, a CPTM não se manifestou até a publicação deste texto.

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