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Ferroviárias dos EUA chegam a acordo provisório com trabalhadores e evitam greve

Por Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - As principais empresas ferroviárias dos Estados Unidos garantiram um acordo provisório com sindicatos após 20 horas de intensas negociações intermediadas pelo governo Biden para evitar uma pralisação que poderia afetar o abastecimento de alimentos e combustível.

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou o acordo nesta quinta-feira, chamando-o de "uma vitória para dezenas de milhares de trabalhadores ferroviários que trabalharam incansavelmente durante a pandemia para garantir que as famílias e comunidades americanas recebessem entregas durante esses difíceis anos."

O acordo provisório agora vai para os sindicatos para ser votado, de acordo com uma pessoa familiarizada com as negociações. Mesmo que essas votações falhem, uma paralisação ferroviária que poderia ter acontecido a partir de meia-noite de sexta-feira foi evitada por várias semanas, disse a pessoa.

Um fechamento de ferrovias poderia congelar quase 30% dos embarques de carga dos EUA em peso, atiçar a inflação, custar à economia dos EUA até 2 bilhões de dólares por dia e desencadear uma cascata de problemas de transporte que afetam os setores de energia, agricultura, manufatura, saúde e varejo dos EUA.

Autoridades do governo organizaram negociações sobre contratos de trabalho na quarta-feira para garantir um acordo com os sindicatos que representam 115 mil trabalhadores.

O próprio Biden ligou para o secretário do Trabalho dos EUA, Marty Walsh, e os negociadores por volta das 21h para avançar nas negociações, de acordo com uma pessoa a par das negociações.

(Reportagem adicional de Jahnavi Nidumolu e Aishwarya Nair)