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Fernando Holiday diz que assessor do PSOL o chamou de 'pretinho de merda'

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vereador Fernando Holiday (Novo) acusa um assessor do vereador Toninho Véspoli (PSOL) de tê-lo xingado de "pretinho de merda" durante sessão na Câmara dos Vereadores de São Paulo na quarta-feira (13). Holiday não informou o nome do funcionário do partido.

O funcionário acusado é o professor de educação infantil da prefeitura Ivan Ferreira dos Santos Carvalho. Segundo o vereador, a ofensa racista ocorreu na sessão em que se discutia a reforma da Previdência dos servidores municipais.

À reportagem, parlamentares disseram que um homem gritou ofensas enquanto Holiday discursava em plenário a favor da reforma.

A Presidência da Câmara anunciou uma entrevista coletiva na tarde desta sexta (15), às 15h, para tratar do caso tratado pela convocação como "agressão verbal" e "injúria racial".

Durante a coletiva, o presidente da casa, vereador Milton Leite (DEM), assinou um pedido de sindicância para apurar as acusações. Dois vídeos foram disponibilizados para verificar se procedem as ofensas raciais. As imagens serão enviadas para perícia.

O processo será instaurado pela Secretaria Geral Administrativa da Câmara, que terá trinta dias para concluir os procedimentos.

"As exatas palavras da ofensa não mudam que a fala é uma clara agressão ao vereador Holiday, feita por um funcionário que ganha dinheiro público para trabalhar pelo povo. Se houve ofensa racial é pior ainda. Não admitiremos nada disso aqui nesta casa", disse Leite.

Holiday declarou que fará um boletim de ocorrência e, na escala administrativa, deve pedir a cassação de Véspoli por uso indevido dos seus funcionários, independentemente de ter ou não ocorrido racismo.

O psolista afirma que seu assessor disse a palavra “cretino” no lugar de “pretinho”, disse Holiday.

"Se houve uma ofensa racial ela se torna grave não pelo fato de eu ser um vereador mas simplesmente pelo fato que eu fui ofendido de maneira absolutamente racista por conta dos meus posicionamentos políticos", disse.

"Na hipótese do funcionário não ter se referido a mim de maneira racista ele ainda assim me ofendeu e estava recebendo salário para ofender vereadores da galeria."

À reportagem, Véspoli disse que não há fundamentação para um pedido de cassação, uma vez que não proferiu as ofensas. Para ele, Holiday disse que faria o requerimento para ganhar confiança de seus eleitores e engajamento nas redes sociais.

O vereador também reiterou que seu assessor não fez uma ofensa racista, e disse que isso será comprovado por meio dos processos.

"Quem ofendeu primeiro foi o vereador Holiday, as ofensas foram múltiplas, não foi uma coisa só", diz. "O meu assessor chamou ele de cretino uma única vez, o Holiday chamou os servidores de vagabundos, eu perdi as contas."

Véspoli disse que PSOL também fez o pedido para a abertura de um procedimento de averiguação e pediu o afastamento do servidor envolvido no caso até que a situação seja esclarecida. "Não só o mandato, mas como PSOL, nós não admitimos nenhuma manifestação racista", completa.

Nesta quinta-feira (14), a Câmara aprovou em primeira votação o projeto do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Foram 37 votos favoráveis e 16 contrários.

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa e, se aprovada, ser sancionada pelo prefeito.

O texto da proposta prevê, entre outras medidas, que enquanto houver déficit previdenciário a contribuição de inativos para aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo e abaixo do teto do INSS (R$ 6.433,57).

Para aprovar o projeto, a prefeitura argumenta que é necessário revolver o deficit previdenciário da cidade para ajustar as contas do município.

O gabinete do vereador Toninho Véspoli foi procurado, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

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