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Fernanda Lima lembra da morte do pai por Covid-19: "Não consegui convencê-lo de que era sério"

Giselle de Almeida
·2 minuto de leitura
A apresentadora Fernanda Lima. Foto: Paulo Belote/TV Globo
A apresentadora Fernanda Lima. Foto: Paulo Belote/TV Globo

Resumo da notícia

  • Fernanda Lima falou do luto pela perda do pai, morto pela Covid-19, no ano passado

  • A apresentadora lamentou não ter convencido Cleomar Lima, de 84 anos, da gravidade da doença

  • Ela também se frustra por ele ter tido pouco tempo de convívio com sua filha mais nova

Fernanda Lima sabe bem a dor de perder um ente querido para a Covid-19. Em julho do ano passado, a apresentadora se despediu do pai, Cleomar, que tinha 84 anos e ficou 120 dias internado por complicações da doença. Ela ainda lida com o luto e a frustração de saber que ele não encarou a gravidade da pandemia.

"Ainda pego o meu WhatsApp para escrever para ele", afirmou ela à coluna de Mônica Bergamo na "Folha de S. Paulo". "Ao mesmo tempo em que vivo isso [tristeza], tenho um pouco de indignação, de fúria. Me sinto mal de não ter conseguido convencê-lo de que a coisa era séria. Ele negou [o perigo do coronavírus], sabe? Falou: 'Isso não é nada, é uma gripezinha mesmo'."

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A apresentadora lamenta que ele tenha tido pouco tempo de convívio com a filha caçula, Maria Manoela, de 1 ano e 5 meses. "O meu pai ia estar vivendo a época mais feliz da vida dele, vendo a minha filha", disse ela, que também é mãe dos gêmeos João e Francisco, de 12 anos.

No início da pandemia, Fernanda, o marido, Rodrigo Hilbert, e os filhos, se mudaram para um sítio em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. "Óbvio. Pandemia é pandemia, porra! [risos] Por que a gente vai pensar o contrário disso? Porque um cara irresponsável vai na televisão e fala que isso não é nada? O que esse cara sabe? Pandemia? Isola!", defendeu.

Hoje a família se mantém em isolamento, em uma casa em São Paulo. Segundo ela, o estilo de vida deles, mais caseiro, facilitou a adaptação dos meninos. 

"Acho que as crianças, por viverem essa vida como a gente, também acabam apreciando bastante isso. Então não são meninos que estão sentindo tanto [o isolamento], porque felizmente somos privilegiados, vivemos em uma casa, temos gramado. Tenho o privilégio de poder estar em casa. Não há o que reclamar. Seria muito injusto", opinou.