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Fenabrave revê previsões e diz que faltaram 200 mil carros no primeiro semestre

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, Fenabrave diz que 250 das 8.000 concessionarias autorizadas do pais fecharam as portas no primeiro quadrimestre devido a queda nas vendas de carros. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, Fenabrave diz que 250 das 8.000 concessionarias autorizadas do pais fecharam as portas no primeiro quadrimestre devido a queda nas vendas de carros. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Fenabrave, entidade que representa os distribuidores de veículos, revisou para baixo as projeções de vendas para 2021. Os novos números consideram a crise gerada pela escassez de componentes e os problemas no fornecimento de energia esperados para o segundo semestre.

A entidade prevê que a comercialização de veículos leves e pesados terá alta 11,6% na comparação com 2020. A previsão anterior era de crescimento de 16%.

Pelo novo cálculo, o ano deve terminar com 2,3 milhões de unidades emplacadas.

Alarico Assumpção Jr., presidente da entidade, disse nesta sexta (2) que, embora houvesse demanda, 200 mil veículos deixaram de ser entregues no primeiro semestre devido à falta de peças, principalmente semicondutores. O executivo cita também a redução no ritmo de produção devido à pandemia.

A Fenabrave prevê que a retomada à normalidade só deve ocorrer no segundo trimestre de 2022.

"Se pegarmos Ásia, Europa, Estados Unidos, veremos também uma falta muito grande de componentes. Mas são mercados mais maduros, de maior volume, por isso são privilegiados pelas matrizes [na retomada]", afirma Assumpção.

O setor de veículos leves e pesados fechou o primeiro semestre com 1,07 milhão de unidades comercializadas. Embora comprometido pela crise, o resultado confirma a retomada: em relação a igual período de 2020, houve alta de 39% nos emplacamentos.

Segundo os dados divulgados nesta sexta pela Fenabrave, os caminhões se destacaram. Houve alta de 54,5% nas vendas no acumulado deste ano em relação a 2020. Com a demanda do agronegócio e das empresas de transporte urbano de cargas, o segmento tem filas de espera que chegam a nove meses.

"Foram vendidos 58 mil caminhões no primeiro semestre, e devemos repetir esse número no segundo", diz Assumpção. Segundo o executivo, havia demanda para mais 11,6 mil unidades, caso as montadoras dessem conta de produzi-las.

Contudo a comparação entre maio e junho mostra que as oscilações devem permanecer ao longo do ano. Os emplacamentos tiveram queda de 3,3% no último mês, com média diária de 8.689 licenciamentos de veículos leves e pesados.

Para a economista Tereza Fernandez, da consultoria MB Associados, alguns meses podem registrar alta nas vendas acima da média ao longo do segundo semestre, o que vai depender da chegada de peças.

"Temos produtos que estão praticamente prontos nas fábricas, com a falta de uma peça ou outra para serem concluídos."

A economista, que faz a projeção de cenários para a Fenabrave, diz que as expectativas para o semestre já consideram os possíveis impactos causados pela crise hídrica.

Caso ocorra um aumento significativo no custo da energia, o reflexo pode se manifestar na retração do consumo, além de pressionar ainda mais o preço dos insumos.

"Temos uma alta acumulada de quase 90% no Brasil considerando o câmbio. E aço é energia pura, é alto-forno", afirma Tereza.

As previsões divulgadas pela Fenabrave consideram também que os juros básicos devem fechar o ano em 6,5%, mesmo índice previsto para a inflação. A entidade aposta no crescimento de 4,5% a 5% do PIB, o que vai continuar a impulsionar o setor de veículos pesados.

Com o avanço da vacinação, espera-se ainda uma alta na venda de motocicletas, principalmente as de baixa cilindrada. O motivo é a perspectiva de retomada do setor de serviços somada à consolidação do delivery.

"O que vende automóvel é juro baixo, o que vende caminhão é PIB e o que vende moto é trabalho", afirma Assumpção.

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