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Fenômenos aéreos não identificados serão estudados por novo grupo da NASA

Os fenômenos aéreos não identificados (“UAPs”, na sigla em inglês), mais conhecidos por aqui como OVNIs, serão estudados através de uma perspectiva científica por um novo grupo independente da NASA. A equipe deverá focar seus esforços na identificação dos dados disponíveis dos fenômenos, em formas de coletar dados com mais eficiência no futuro e na determinação de como as informações podem ser usadas pela agência espacial para avançar a compreensão científica dos UAPs.

Anunciada pela agência espacial nesta quinta-feira (9), equipe de estudos será liderada pelo astrofísico David Spergel, e contará com um conselho de especialistas em comunidades científicas, de aeronáutica e análises de dados para trabalhar em formas de coleta de novos e melhores dados. “Considerando a falta de observações, nossa primeira tarefa é simplesmente coletar o conjunto de dados mais robusto que conseguirmos”, disse Spergel.

A quantidade limitada de observações dos fenômenos dificulta o entendimento deles (Imagem: Reprodução/Jeremy Corbell/YouTube)
A quantidade limitada de observações dos fenômenos dificulta o entendimento deles (Imagem: Reprodução/Jeremy Corbell/YouTube)

Eles planejam identificar quais dados de civis, governos, organizações não-governamentais e empresas existem, o que ainda precisa ser coletado e qual é a melhor forma de analisar o material. “Em consistência com os princípios de abertura, transparência e integridade científica da NASA, este relatório será compartilhado publicamente”, disse Daniel Evans, da diretoria de missões na NASA. Ele servirá como membro da agência espacial que vai orquestrar o estudo.

Os fenômenos aéreos não identificados

Mais conhecidos como "objetos voadores não identificados (ou "OVNIs", na sigla em português), os UAPs são fenômenos observados no céu que não podem ser positivamente identificados como aeronaves ou fenômenos naturais e, por isso, são de interesse tanto para a segurança nacional quanto do espaço aéreo.

Determinar quais destes fenômenos são naturais é um passo inicial para identificar suas causas ou até mitigá-los — e, caso você esteja se perguntando se os UAPs poderiam ser seres de outros mundos em visita à Terra, saiba que não há evidências de que estes eventos tenham origem alienígena.

Thomas Zurbuchen, administrador associado de ciência na NASA, participou do anúncio do grupo, e ressaltou o acesso às observações da Terra no espaço como a força vital de estudos científicos. “Temos as ferramentas e uma equipe que pode nos ajudar a melhorar nosso entendimento do desconhecido; é esta a definição de ciência, é isso que nós fazemos”, disse. Segundo ele, o estudo vai contra a concepção geral da ciência atualmente, mas pode causar mudanças profundas na forma como pensamos sobre o mundo.

Fonte: Canaltech

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