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Fed volta a fazer grande aumento de juros e Powell promete "continuar assim"

Sede do Federal Reserve em Washington

Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve entregou seu terceiro aumento consecutivo na taxa de juros de 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira e sinalizou alta probabilidade de pelo menos mais um movimento desse tamanho neste ano, com o chefe do banco central dos EUA prometendo que as autoridades não desistiriam em sua batalha para conter a inflação.

O Fed elevou sua meta de taxa de juros para um intervalo de 3,00% a 3,25% --nível mais alto desde 2008--, e novas projeções mostraram que a taxa básica de juros deve subir para entre 4,25% e 4,50% até o fim deste ano antes de chegar a 4,50%-4,75% em 2023.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse que as autoridades do banco central dos EUA estão "fortemente determinadas" a reduzir a inflação dos níveis mais altos em quatro décadas e "continuarão assim até que o trabalho esteja concluído", processo que ele repetiu que não ocorreria sem dor.

"Temos que deixar a inflação para trás", disse Powell em coletiva de imprensa após a divulgação do comunicado de política monetária do Fed e da atualização das projeções econômicas trimestrais. "Eu gostaria que houvesse uma maneira indolor de fazer isso. Não há."

A inflação pela medida preferida do Fed está em mais de três vezes a meta de 2% do banco central.

As projeções do Fed mostraram a economia desacelerando em 2022, com crescimento de 0,2% neste ano e de 1,2% em 2023, bem abaixo do potencial da economia. A taxa de desemprego, atualmente em 3,7%, deverá subir para 3,8% neste ano e 4,4% em 2023.

A medida de inflação preferida do Fed deve retornar lentamente à meta de 2% em 2025.

Cortes de taxas não estão previstos até 2024.

A taxa das fed funds projetada para o fim deste ano sinaliza mais 1,25 ponto percentual em aumentos dos juros nas duas reuniões restantes de política monetária do Fed em 2022, nível que implica outro acréscimo de 75 pontos-base no futuro.

"O comitê está fortemente comprometido em devolver a inflação ao seu objetivo de 2%", disse o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central no comunicado.

O Fed "antecipa que os aumentos contínuos na faixa-alvo serão apropriados", disse o comunicado, repetindo a linguagem do documento de julho. A decisão desta quarta-feira foi unânime.

"RECUPERANDO O ATRASO"

As projeções atualizadas apontam uma batalha prolongada do Fed para conter o maior surto de inflação desde a década de 1980 e que potencialmente leva a economia no mínimo à beira de uma recessão.

O Fed disse que "os indicadores recentes apontam um crescimento modesto nos gastos e na produção", mas a economia ainda deve desacelerar no restante do ano.

"O Fed demorou para reconhecer a inflação, atrasou para começar a aumentar as taxas de juros e atrasou para começar a desfazer as compras de títulos. Eles estão tentando recuperar o atraso desde então. E ainda não terminaram", disse Greg McBride, chefe de análise financeira na Bankrate.

O aumento da taxa de desemprego para pouco menos de 4,5% até o fim do próximo ano, enquanto isso, está acima da elevação de 0,5 ponto percentual na taxa, associada a recessões passadas.