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Fed revê para cima previsões de crescimento e considera que pandemia ainda é um risco

·3 minuto de leitura
Detalhe do prédio do Federal Reserve, banco central americano, em Washington, DC, 2 de maio de 2018

A economia americana continua se recuperando do impacto do novo coronavírus, embora ainda evolua em níveis inferiores aos de antes da pandemia, e só em 2023 será possível ver uma recuperação do mercado de trabalho, avaliou nesta quarta-feira (16) o Federal Reserve (Fed, banco central americano).

O Fed manteve inalteradas as taxas de juros de referência entre 0 e 0,25%, apesar de uma melhora de suas previsões para a economia americana em 2020, 2021 e 2022.

O Fed espera uma queda do PIB americano de 2,4% este ano e um crescimento de 4,2% em 2021 e de 3,2% em 2022. Em setembro, o BC americano antecipava uma contração do PIB de 3,7% em 2020, antes de um aumento de 4% em 2021 e de 3% em 2022.

O início da vacinação em massa contra a covid-19 nos Estados Unidos desperta a esperança de que a economia possa retornar à normalidade, mas o aumento de casos faz temer uma nova onda de fechamentos de lojas para reduzir a mobilidade e conter o avanço da doença.

As últimas notícias sobre a vacina contra o novo coronavírus são "muito positivas", mas o impacto econômico da vacinação é incerto, afirmou o presidente do Fed.

"É difícil compreender o alcance e as implicações econômicas da vacina", declarou Jerome Powell em coletiva de imprensa depois da última reunião do ano do comitê de política monetária do BC americano.

- Melhora no emprego -

O Fed também melhorou seus prognósticos para o emprego, com uma taxa de desemprego de 7,6% a 6,7% ao final deste ano.

Mas advertiu que só em 2023 a taxa de desemprego poderia retornar a um nível próximo do de fevereiro de 2020, antes da eclosão da pandemia, da ordem de 3,5%.

"A atividade econômica e o emprego continuaram melhorando, mas permanecem muito abaixo de seus níveis no começo do ano", destacou o Fed em seu comunicado, divulgado ao final da última reunião do ano de seu comitê de política monetária, também a última da era Donald Trump na Casa Branca.

O BC reiterou que continua "comprometido a utilizar todas as ferramentas à disposição para sustentar a economia em tempos difíceis" e disse mais uma vez que a evolução da economia "depende fortemente" do desenvolvimento da pandemia do novo coronavírus.

Acrescentou, ainda, que a crise sanitária vai continuar pesando na atividade econômica e que "apresenta riscos consideráveis no médio prazo".

- Taxas baixas e compras de bônus -

O Fed manterá suas taxas perto de zero para incentivar o consumo e o investimento até que a economia se recupere da crise.

O organismo informou que até que não ocorram "avanços substanciais" no mercado de trabalho e na inflação, vai manter suas compras de bônus.

O Fed retomou seu programa de compra de ativos na primavera no hemisfério norte para injetar liquidez na economia e facilitar o crédito em taxas baixas. Atualmente, compra cerca de US$ 120 bilhões mensais divididos em US$ 80 bilhões em bônus do Tesouro e US$ 40 bilhões em produtos financeiros vinculados a créditos hipotecários.

Ao contrário do esperado pelos analistas, o Fed não mencionou que fosse aumentar o tempo durante o qual mantém os bônus.

- Novo plano de ajuda -

O presidente do Fed mencionou o demorado novo plano de ajuda econômica, debatido há meses pelos legisladores no Congresso, às vésperas de que expirem, depois do Natal, os últimos benefícios em curso para alguns desempregados.

"Os argumentos a favor" de um novo plano de ajuda "são muito sólidos", disse Powell.

"Com a expiração dos subsídios ao desemprego, a expiração das moratórias aos despejos e a propagação do vírus, tanto as famílias quanto as empresas precisam de um apoio" econômico, argumentou.

No Congresso, democratas e republicanos debatem atualmente um pacote de ajuda de 908 bilhões de dólares.

Dt-jul/lo/mr/mvv