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Fed precisa de uma recessão para vencer luta contra a inflação, mostra pesquisa

Fachada do Federal Reserve, em Washington

Por Howard Schneider

NOVA YORK (Reuters) - O Federal Reserve será duramente pressionado ao tentar reduzir a inflação sem um golpe significativo na atividade econômica dos Estados Unidos e um aumento acentuado no desemprego, e mesmo assim pode não alcançar sua meta de inflação de 2% nos próximos anos, concluiu um grupo de economistas de renome após uma revisão de embates passados de bancos centrais contra a inflação.

O estudo analisou 16 casos desde 1950, que incluem dez nos Estados Unidos e outros na Alemanha, Canadá e Reino Unido, nos quais os bancos centrais usaram a elevação das taxas de juros para arquitetar uma "desinflação", que a pesquisa definiu como um declínio na taxa de inflação de cerca de 2 pontos percentuais ou mais.

"Não encontramos nenhuma instância em que uma desinflação significativa induzida por um banco central tenha ocorrido sem uma recessão", concluíram os pesquisadores.

Entre os autores do estudo estão Stephen Cecchetti, professor da Brandeis International Business School e ex-economista do Banco de Compensações Internacionais (BIS); Michael Feroli, economista-chefe do J.P. Morgan; e Frederic Mishkin, professor da Columbia Business School, ex-diretor do Fed e colaborador de pesquisa de longa data do ex-chair do Fed Ben Bernanke.

Mas uma série de aumentos rápidos da taxa básica de juros do Fed no ano passado, que empurrou os custos dos empréstimos de quase zero em março para uma faixa entre 4,5% e 4,75% na última reunião do banco central, até agora foi relativamente livre de custos. Algumas partes da economia, como o setor imobiliário, foram duramente atingidas pelo crédito mais apertado, mas a taxa de desemprego não se moveu e o crescimento geral permaneceu resiliente --fatos que as autoridades do Fed ainda consideram como evidência de um possível "pouso suave", em que a economia enfraquece sem cair em recessão.

De fato, os pesquisadores disseram ver as projeções mais recentes do Fed, divulgadas em dezembro e que devem ser atualizadas em cerca de quatro semanas, como "benignas". Os prognósticos embutem queda da inflação para 2,1% até o final de 2025, com crescimento da economia e alta do desemprego para apenas cerca de 4,6%.

Na opinião dos autores do estudo, "o custo de reduzir a inflação para a meta de 2% do Fed até 2025 provavelmente estará associado a pelo menos uma recessão leve".

Embora eles também atribuam às autoridades o crédito pela tentativa de correr atrás do prejuízo ao longo do ano passado com aumentos mais rápidos dos juros, eles também projetam uma trajetória difícil pela frente, na qual reduzir a inflação se tornará progressivamente mais difícil após uma rodada inicial de progresso.

O modelo preferencial deles estima que, com uma taxa básica de juros que atinge um pico de cerca de 5,6% este ano --já acima dos 5,1% projetados pelas autoridades do Fed em dezembro-- a inflação cairá apenas para 3,7% no final de 2025.