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Fed precisa infligir mais dor à economia com inflação arraigada

(Bloomberg) -- O Federal Reserve provavelmente terá que infligir muito mais dor à economia para controlar a inflação.

O crescimento já começou a desacelerar nos EUA em resposta aos repetidos aumentos de juros do Fed, com mercado imobiliário enfraquecido, menos contratações no setor de tecnologia e aumento nos pedidos de auxílio desemprego.

Mas com uma inflação persistente em uma máxima de quatro décadas, um número crescente de analistas diz que será necessária uma recessão - e um desemprego nitidamente maior - para aliviar significativamente as pressões sobre os preços. Uma pesquisa da Bloomberg entre economistas este mês coloca a probabilidade de uma contração nos próximos 12 meses em 47,5%, acima dos 30% em junho.

“Temos que conter as coisas internamente para ajudar a chegar onde queremos com a inflação”, disse o economista-chefe do Bank of America, Michael Gapen, que prevê uma recessão leve a partir do segundo semestre de 2022.

Depois do maior aumento de juros desde 1994 em junho, o presidente do Fed Jerome Powell e seus colegas devem aprovar outra alta de 0,75 ponto percentual esta semana e sinalizar sua intenção de continuar subindo nos próximos meses. Powell disse que não restaurar a estabilidade de preços seria um “erro maior” do que arrastar os EUA para uma recessão.

Dirigentes do Fed, no entanto, continuam a afirmar que podem evitar uma recessão e executar um pouso suave da economia. Eles argumentam que a economia tem forças subjacentes e expressaram esperanças de que a inflação poderia diminuir tão rapidamente quanto subiu.

A inflação - medida pelo indicador favorito do Fed, o índice de preços de gastos de consumo pessoal - foi de 6,3% em maio, bem acima da meta de 2% do banco central.

O índice de preços ao consumidor, mais difundido, está mais aquecido: subiu 9,1% em junho em relação ao ano anterior. Três quartos dos bens e serviços na cesta do índice aumentaram a uma taxa anualizada superior a 4% de maio para junho.

“A inflação está arraigada e se espalhando”, disse o ex-vice-presidente do Fed e membro sênior do Brookings Institution, Donald Kohn.

O banco central enfrenta uma tarefa complicada porque pelo menos parte da pressão ascendente sobre a inflação não vem do excesso de demanda, que ele pode controlar, mas de interrupções de fornecimento decorrentes da invasão russa da Ucrânia e da pandemia, diante das quais a autoridade monetária é impotente.

Uma complicação adicional, de acordo com o ex-vice-presidente do Fed, Alan Blinder: A política monetária impacta a inflação com defasagens muito longas, talvez de dois ou três anos.

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©2022 Bloomberg L.P.

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