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Fed mantém taxas, reduz previsão de crescimento e aumenta a da inflação

·2 minuto de leitura

A Reserva Federal dos Estados Unidos manteve nesta quarta-feira (22) as taxas de juros de referência inalteradas, previu uma inflação mais forte para este ano e revisou para baixo sua estimativa de crescimento econômico por causa da variante delta da covid-19.

A inflação deve alcançar 4,2% em 2021, em comparação com os 3,4% estimados em junho, e depois diminuirá para 2,2% em 2022. A Fed revisou drasticamente para baixo sua estimativa do PIB para 5,9%, contra os 7% de expansão anual previstos em junho.

Em um comunicado, o órgão afirmou, depois de dois dias de reunião de seu Comitê Monetário, que poderia reduzir "em breve" as compras de ativos para injetar liquidez na economia, se "os progressos continuarem".

A Fed reduziu suas taxas de juros ao mínimo em 2020, quando a pandemia começou a atingir a economia dos Estados Unidos, para apoiar o crédito e o investimento, mas também começou a comprar títulos do Tesouro e outros ativos para facilitar a liquidez do mercado em um momento de tensão.

O presidente da Fed, Jerome Powell, observou que a redução dessas aquisições de ativos, que chegam a 120 bilhões de dólares por mês, pode começar antes do final do ano, mas um aumento nas taxas não ocorrerá em breve, embora mais membros do órgão considerem um crescimento nas taxas de juros no próximo ano.

Alguns membros do Comitê Monetário estão preocupados que esses estímulos estejam gerando os aumentos de preços.

- Otimismo relativo -

Powell disse que a persistência das dificuldades no abastecimento de materiais e na contratação de mão de obra representam um risco para os preços.

A inflação, porém, dá sinais de moderação, mas, a 4,2% em 12 meses em agosto, ainda está acima dos 2% esperados pelo Fed no longo prazo. E alguns funcionários do órgão alertam que o aumento de preços pode durar mais do que o previsto.

Os membros do comitê estão relativamente otimistas quanto às perspectivas de crescimento. "Os setores mais gravemente afetados pela pandemia melhoraram nos últimos meses, mas a alta nos casos de covid-19 desacelerou a recuperação", disseram.

Uma nova sombra também paira sobre a economia americana: a possibilidade de o Congresso não aumentar o limite da dívida e o país não conseguir honrar seus compromissos.

Um projeto de lei do Partido Democrata no Congresso visa suspender esse teto, para evitar a limitação do financiamento do Estado federal e uma mora sobre sua dívida a partir de outubro.

jul-Dt/mr/ll/ic/rpr

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