Fed mantém postura acomodatícia agressiva

O Federal Reserve dos EUA manteve nesta hoje sua postura agressiva de política monetária acomodatícia, em vista dos riscos de baixa para as projeções sobre a economia norte-americana. Em comunicado divulgado após a reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o banco central afirma que vai manter as compras mensais de US$ 85 bilhões em Treasuries e títulos hipotecários.

Alguns analistas apontam que a decisão de hoje do Fomc foi um pouco menos acomodatícia do que a anterior. O novo texto diz: "sem a acomodação política apropriada, o crescimento econômico vai continuar em um ritmo moderado e o desemprego vai recuar gradualmente em direção a níveis que o Comitê julga consistentes com seu mandato duplo". O comunicado anterior afirmava que sem uma acomodação "suficiente" o crescimento econômico "pode não ser forte o bastante" para gerar uma melhora sustentável no mercado do trabalho.

Segundo a avaliação do Fed, a atividade econômica "fez uma pausa nos últimos meses", devido a condições climáticas e outros fatores transitórios. Embora as tensões nos mercados financeiros globais tenham se suavizado um pouco, o Fomc continua a ver riscos de baixa para a projeção econômica. O Fed não diz até quando as compras de ativos vão durar.

A decisão de manter a taxa dos fed funds entre zero e 0,25% obteve 11 votos favoráveis e 1 contrário, de Esther George, a presidente do Federal Reserve Bank de Kansas City. Essa foi a primeira reunião na qual ela teve poder de voto. Esther citou temores de que a política acomodatícia pode levar a desequilíbrios financeiros e um aumento no inflação.

Os dirigentes do Fed estão mantendo as medidas de estímulo em uma tentativa de reduzir a taxa de desemprego. Após três rodadas de relaxamento monetário (QE, na sigla em inglês), o balanço patrimonial do banco central superou na semana passada US$ 3 trilhões pela primeira vez na história. Se as compras de ativos se mantiverem por todo o ano, o balanço pode ultrapassar US$ 4 trilhões.

Apesar dos receios de uma dificuldade do Fed quando chegar o momento de apertar a política monetária, a maioria dos dirigentes do banco central acredita que esses temores são menos importantes do que os custos sociais com o alto nível de desemprego. As informações são da Dow Jones.

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