Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.925,60
    -1.560,41 (-1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.457,55
    -227,31 (-0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,19
    -0,03 (-0,04%)
     
  • OURO

    1.815,40
    +0,20 (+0,01%)
     
  • BTC-USD

    16.979,19
    -210,71 (-1,23%)
     
  • CMC Crypto 200

    402,48
    -3,68 (-0,90%)
     
  • S&P500

    4.076,57
    -3,54 (-0,09%)
     
  • DOW JONES

    34.395,01
    -194,76 (-0,56%)
     
  • FTSE

    7.558,49
    -14,56 (-0,19%)
     
  • HANG SENG

    18.736,44
    +139,21 (+0,75%)
     
  • NIKKEI

    27.855,89
    -370,19 (-1,31%)
     
  • NASDAQ

    12.011,75
    -51,00 (-0,42%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4617
    -0,0037 (-0,07%)
     

Fed eleva juros em 0,75 p.p. e sinaliza possível aumento menor

Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve aumentou nesta quarta-feira a taxa de juros em 0,75 ponto percentual conforme continua a combater a inflação em máximas de 40 anos, mas sinalizou que futuros aumentos nos custos de empréstimos podem ser menores para levar em conta o "aperto acumulado da política monetária" até agora.

O chair do Fed, Jerome Powell, afirmou que a mudança no ritmo pode acontecer já na próxima reunião do banco central, em dezembro, mas também alertou que ainda existem incertezas sobre até onde os juros precisam subir e que eles podem acabar ficando acima do que as autoridades estimaram na reunião de setembro.

O momento de reavaliar o ritmo "está chegando", disse Powell em entrevista coletiva após a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de elevar os juros em 0,75 ponto pela quarta vez seguida.

"Pode acontecer já na próxima reunião ou na outra", disse Powell. "Nenhuma decisão foi tomada. É provável que tenhamos uma discussão sobre isso na próxima reunião."

A nova linguagem no comunicado de política monetária observa o impacto ainda em evolução do rápido ritmo de aumento de juros do Fed, e um desejo de focar em um nível para os juros "suficientemente restritivo para levar a inflação a 2% ao longo do tempo".

"Aumentos contínuos na meta de juros serão apropriados", disse o banco central dos EUA ao final de sua última reunião de política monetária.

Apesar de não excluírem qualquer decisão futura, as autoridades disseram: "Ao determinar o ritmo de aumentos futuros, o Comitê (Federal de Mercado Aberto) levará em conta o aperto acumulado da política monetária, a defasagem com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação, e acontecimentos econômicos e financeiros".

A linguagem reconhece o amplo debate que surgiu em torno do aperto pelo Fed, seu impacto sobre as economias norte-americana e mundial, e o perigo de que grandes aumentos contínuos dos juros possam estressar o sistema financeiro ou desencadear uma recessão.

Embora seus rápidos aumentos recentes tenham sido feitos em nome de um movimento "rápido" para alcançar a inflação em mais de três vezes a meta de 2% do Fed, o banco central está agora entrando em uma fase mais sutil - ajuste fino.

A decisão deixou a taxa de juros em uma faixa entre 3,75% e 4,00%, a mais alta desde o início de 2008. O banco central dos Estados Unidos aumentou os juros em suas últimas seis reuniões desde em março, marcando a rodada mais rápida de aumentos de juros desde a luta do ex-presidente do Fed Paul Volcker para controlar a inflação nos anos 1970 e 1980.

O comunicado do Fed disse que as autoridades permanecem "altamente atentas aos riscos inflacionários", abrindo as portas para novos aumentos.

A economia, observou o Fed, parece estar crescendo modestamente, com ganhos de empregos ainda "robustos" e desemprego baixo.