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Fed corre reta final em direção a outra grande alta de juros

Fachada do Federal Reserve, em Washington

Por Howard Schneider e Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) - Autoridades do Federal Reserve encerraram seu período de comentários públicos antes da reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos de 20 a 21 de setembro com fortes apelos por outra elevação superdimensionada da taxa básica de juros para conter a inflação elevada.

"Com base no que sei hoje, apoio um aumento significativo (dos juros) em nossa próxima reunião... para trazer a taxa de juros de referência para uma configuração que claramente restrinja a demanda", afirmou o diretor do Fed Christopher Waller ao Instituto de Estudos Avançados na Áustria.

Embora ele não tenha pedido explicitamente outra alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica na reunião, seus comentários se inclinaram nessa direção. Ele destacou que não estava convencido de que a inflação ainda estava "se movendo significativa e persistentemente para baixo", enquanto os temores sobre desaceleração econômica e recessão diminuíam.

Como outras autoridades do Federal Reserve começaram a enfatizar, Waller disse que, mesmo com a moderação dos preços dos bens, é menos claro quando os preços dos serviços diminuirão, enquanto os aluguéis em alta continuarão a alimentar a inflação.

"Acredito que a decisão de política monetária em nossa próxima reunião será direta... No momento não há 'trade-off' entre os objetivos de emprego e inflação do Fed, então continuaremos a combater agressivamente a inflação", afirmou Waller.

“A inflação é generalizada, impulsionada pela forte demanda que apenas começou a moderar, por um atraso contínuo na participação da força de trabalho e por problemas na cadeia de suprimentos que podem estar melhorando em algumas áreas, mas ainda são consideráveis.”

Operadores de contratos vinculados aos juros do Fed agora precificam uma probabilidade de 90% de que autoridades do banco central optem por um aumento de 0,75 ponto percentual nos custos dos empréstimos em setembro, em vez de 0,50 ponto, o que seria a terceira alta consecutiva dessa magnitude e colocaria a taxa básica acima de 3% pela primeira vez desde 2008.

Enquanto isso, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, reiterou seu apelo por um movimento de 0,75 ponto percentual na reunião em comentários à Bloomberg, quando disse que dados recentes mostrando um forte crescimento contínuo do emprego o fizeram "inclinar-se mais fortemente" para o incremento maior dos juros.

DADOS DE INFLAÇÃO

A presidente do Fed de Kansas City, Esther George, em comentários preparados para o Peterson Institute for International Economics, não declarou preferência por um ajuste de qualquer tamanho específico nos custos dos empréstimos na próxima reunião, mas disse ser a favor de "firmeza e propósito em vez de velocidade".

Já Waller afirmou que seria um erro o Fed dizer muito sobre o caminho da política monetária a partir daí, porque os dados recebidos podem remodelar rapidamente as expectativas.

Economistas e investidores esperam que o ciclo de incremento dos juros do banco central pare quando a taxa de referência ficar um pouco acima de 4%.

Mas "se a inflação subir ainda mais este ano ou não moderar, então, na minha opinião, a taxa básica provavelmente precisará se mover bem acima de 4%", disse Waller. "Se a inflação desacelerar repentinamente, então, na minha opinião, a taxa básica pode atingir um pico inferior a 4%."